quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Museu da Música terá exposição permanente em 2018 em Mafra



O Museu Nacional da Música, atualmente em Lisboa, terá a exposição permanente no Palácio Nacional de Mafra, estando ainda por definir um pólo dedicado à etnomusicologia, disse hoje o ministro da Cultura no parlamento. Luís Filipe Castro Mendes revelou que, até ao final do ano, o Museu Nacional da Música será inaugurado no Palácio Nacional de Mafra. "O projeto é para levar para a frente".
O Museu Nacional da Música encontra-se instalado num espaço provisório desde 1994, disponibilizado pelo Metropolitano de Lisboa, na estação do Alto dos Moinhos.
Em Mafra, "não será um pólo barroco". "O Museu da Música terá em Mafra a exposição permanente. Não fazia sentido distinguir o polo barroco com o romântico. O que irá para outro polo é o Arquivo Nacional Sonoro e algumas, nomeadamente o que respeita à etnomusicologia e à música popular portuguesa, irá para um pólo, que não está definido", disse.
No ano passado, o ministro da Cultura tinha anunciado que o museu seria dividido em dois locais Lisboa e Mafra -, indo ao encontro da "política de desconcentração dos museus e monumentos".
Para Mafra, pretendia transferir o espólio do museu entre os séculos XVI e XVIII, incluindo o do barroco sacro e profano, e criar uma ala dedicada às charamelas reais e bandas filarmónicas e militares.
"Certamente que o polo de Mafra estará aberto antes do final de 2018, uma vez que nessa altura teremos de desocupar as atuais instalações do Museu da Música, na estação do Metro do Alto dos Moinhos", justificou na altura.
Na capital chegou a ser anunciada a transferência para o Palácio Foz -- ficaria o espólio associado à música palaciana dos séculos XVIII e XIX, bem como a documentação relativa às escolas, músicos e tertúlias dos séculos XX e XXI e o arquivo sonoro nacional.
O Museu da Música detém "uma das mais ricas coleções da Europa", de acordo com a sua apresentação, contando com cerca de 1.400 instrumentos, entre os quais o cravo de Joaquim José Antunes (1758), o cravo de Pascal Taskin (1782), o piano Boisselot, que o compositor e pianista Franz Liszt trouxe a Lisboa, em 1845, e o violoncelo de Antonio Stradivari, que pertenceu ao rei D. Luís.
Espólios documentais, acervos fonográficos e iconográficos, como os de Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, fazem igualmente parte do Museu da Música.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Marco Martins estreia hoje a peça 'Actores' em Lisboa

'Actores', a peça coletiva encenada por Marco Martins, que expõe as fragilidades, a versatilidade e labor da representação, estreia-se hoje no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa. Em cena, em Lisboa, até ao dia 28, 'Actores' é o resultado de um trabalho de escrita dos atores Bruno Nogueira, Luísa Cruz, Miguel Guilherme, Nuno Lopes e Rita Cabaço, sobre a vida de um ator, a partir das experiências pessoais de cada um dos intérpretes.
Depois de Lisboa, a peça seguirá para o Porto, no Teatro Nacional de São João, de 7 a 10 e fevereiro, e que está esgotado. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, será apresentada em Ovar.
"Apeteceu-me fazer este género de olhar retrospetivo sobre os percursos de cada ator. Achei bonito essa ideia de não ir buscar os momentos mais marcantes, não queria um 'best of', mas os momentos que para eles tinham sido mais significativos", explicou Marco Martins à agência Lusa.
Marco Martins, que está presente em cena no papel de encenador, quis explorar essa "máquina emocional que é o ator", pegando na memória de cada um deles e transformando-a em ficção.
A atriz Luísa Cruz coassinou o trabalho criativo de "Actores", mas acabou por ter de abandonar o projeto por exaustão, por acumular outros trabalhos, uma situação que Marco Martins diz ser representativa do que é ser ator em Portugal.
Em palco, no lugar de Luísa Cruz e a contar as histórias dela, surge a atriz Carolina Amaral.
"Fazemos um teatro de grande qualidade em Portugal e em condições muito difíceis, que não se comparam com os outros países europeus, pelo menos", opinou Marco Martins elogiando o "caráter autoral e identitário muito forte", como no cinema português.

Mas do lado da representação, "os atores são muito, vítimas da precariedade do trabalho".

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A noite negra dos Globos de Ouro foi mesmo das mulheres

A 75ª cerimónia dos Globos de Ouro prometia ser diferente, a começar pelo dress code. Nomeados e convidados vestiram-se de preto em homenagem a todas as mulheres que, nos últimos meses de 2017, decidiram quebrar o silêncio e partilhar as suas histórias de assédio sexual em Hollywood. A iniciativa pintou o hotel Beverly Hilton, em Beverly Hills, de negro e, ao longo da cerimónia, foram vários os vencedores e vencedoras que chamaram a atenção para a importância de dar voz a quem geralmente não a tem. Reese Witherspoon — que subiu ao palco do International Ballroom juntamente com o elenco de “Big Little Lies” para receber o prémio de “Melhor Série” — garantiu que as histórias daqueles foram vítima de abuso ou assédio vão continuar a ser contadas. “Nós conseguimos ver-vos.”
A mensagem ganha outra expressão quando olhamos para os números da 75ª cerimónia dos Globos de Ouro: as produções mais premiadas — tanto na televisão como no cinema — são protagonizadas por mulheres. A série “Big Little Lies”, que tinha mais nomeações, foi a mais galardoada, arrecadando Globos de Ouro pelas categorias de “Melhor Mini-Série”, “Melhor Atriz” numa mini-série, “Melhor Ator Secundário” e Melhor Atriz Secundária”. “The Handmaid’s Tale” e “The Marvelous Mrs. Maisel”, que também têm mulheres nos papéis principais, receberam dois galardões cada uma. No cinema, o grande vencedor foi “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, filme protagonizado por Frances McDormand, que levou para casa o prémio de “Melhor Atriz”. A noite foi mesmo das mulheres.
A primeira de muitas a subir ao palco foi Nicole Kidman, que venceu na categoria de “Melhor Atriz” pelo papel na mini-série “Big Little Lies”, produzida pela HBO. Descrevendo o galardão como um símbolo “do poder das mulheres”, Kidman agradeceu a todo o elenco — constituído maioritariamente por mulheres –, mas sobretudo à colega e amiga Reese Witherspoon, uma das produtoras executivas, juntamente com a atriz australiana. A dedicatória, porém, foi para outra mulher — a mãe, Janelle Kidman, “uma defensora dos direitos das mulheres”. “É por causa dela que estou aqui”, disse a atriz australiana “Acredito e espero que podemos mudar [o mundo] com as histórias que contamos e com a forma como as contamos. Vamos manter a conversa viva.” O ator Alexander Skarsgar, que interpreta o marido da personagem de Kidman, Perry Wright, também levou um Globo de Ouro para casa. Skarsgar — que nunca tinha sido nomeado para os prémios atribuídos pela Hollywood Foreign Press Association — venceu na categoria de “Melhor Ator Secundário” numa série e não se esqueceu de agradecer à protagonista, com quem trabalha mais de perto, mas também ao “grupo extraordinário de mulheres” com quem tem “a honra de trabalhar”. Uma dessas mulheres é Laura Dern, outra galardoada desta noite de domingo. A atriz de “Big Little Lies” ganhou na categoria de “Melhor Atriz Secundária”, e aproveitou a oportunidade para agradecer a David E. Kelley — “o nosso herói” –, criador da série.

Kelley “deu-ma a mulher mais revoltante, complicada e uma mãe aterrorizada”, afirmou a atriz, que interpreta o papel de Renata Klein. “Aterrorizada porque a sua filha foi abusada e vítima de bullying e ela tinha demasiado medo de falar. Muitas de nós fomos ensinadas a não falar. Era uma cultura de silêncio”, defendeu, apelando a que todas “as sobreviventes” recebam o apoio necessário e que a justiça continue a ser promovida. Além disso, Dern pediu que “ensinemos os nossos filhos que falar sem ter medo das consequências é a nossa nova estrela do norte.”

Os três atores voltaram a subir ao palco, juntamente com o resto do elenco, para receber o prémio de “Melhor Mini-Série”. Depois de dizer algumas palavras, David E. Kelley passou o microfone a Reese Witherspoon, uma das produtoras de “Big Little Lies”, que descreveu a produção da HBO como uma série que mostra que “a vida que apresentamos ao mundo” é por vezes “muito diferente” do que se passa dentro de quatro paredes. “Por isso, quero agradecer a toda a gente que quebrou o silêncio este ano e falou sobre abuso e assédio”, afirmou a atriz. “Vocês são tão corajosos! Espero que sejam feitas outras séries como esta, para que as pessoas que foram silenciadas saibam: nós conseguimos ver-vos e vamos continuar a contar as vossas histórias.”

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

E a Palavra do Ano 2017 é …



"Incêndios" alcançou 37% dos votos, impondo-se às restantes nove candidatas, foi hoje anunciado na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém, no concelho de Loures, nos arredores de Lisboa.
A palavra "incêndios" foi escolhida por causa dos "sucessivos incêndios" que se fizeram sentir durante o ano passado em todo o país. O ano de 2017 "foi um dos mais trágicos de sempre, pela enorme quantidade de vítimas e pela dimensão da área atingida", justificou a Porto Editora, quando no início de dezembro último apresentou as dez palavras candidatas.
No 2.º lugar, com 20% dos votos, ficou o vocábulo "afeto" e, no 3.º, "floresta", com 14% das escolhas.
O 4.º lugar é ocupado pela palavra "vencedor", com 08% dos votos, um termo escolhido por, em maio do ano passado, "pela primeira vez, e de forma surpreendente", Portugal ter sido o país vencedor do Festival Eurovisão da Canção, "sendo de sublinhar o entusiasmo e o carinho que o cantor Salvador Sobral despertou junto dos portugueses".
No 5.º posto, ex-aequo - com 05% cada -, ficaram os termos "crescimento", uma palavra que "há bastante tempo não era usada para definir o comportamento da economia portuguesa, facto que foi notório ao longo do ano", e "cativação", palavra que se tornou muito visível e "algo controversa, na estratégia orçamental do Governo", no âmbito do "objetivo de manter o défice abaixo dos valores definidos com a União Europeia".
No 7.º lugar, ficou "desertificação", que arrecadou 04% das intenções, e, no 8.º, ex-aequo, com 03% das intenções de voto, cada, ficaram os termos "gentrificação" e "peregrino". No último lugar ficou "independentista" com apenas 01%.
Esta foi a nona eleição da Palavra do Ano. As palavras eleitas nas edições anteriores foram "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014), "refugiado" (2015) e "gerigonça" (2016).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

'Star Wars' entra em 2018 no 1.º lugar de receitas de bilheteira nos EUA



O último filme da saga 'Guerra das Estrelas (Star Wars)' entrou no ano de 2018 à frente das receitas de bilheteira nos Estados Unidos, o que transformou 2017 no segundo melhor ano de sempre dos estúdios Disney.
'Os Últimos Jedi', oitavo filme da saga galáctica de George Lucas, gerou 66,8 milhões de dólares (55,39 milhões de euros) de sexta-feira da semana passada a segunda-feira.
Depois da estreia nas salas de cinema da América do norte, há três semanas, o filme está na primeira posição em receitas de bilheteira e acumulou já 532 milhões de dólares (441 milhões de euros).
No mundo, o derradeiro filme da saga - igualmente número um na Europa, de acordo com a Disney, que anunciou que a produção será estreada na China na próxima sexta-feira - acumula mais de mil milhões de dólares (8,3 milhões de euros) no total.
Avatar (2009) é o filme que ainda mantém o recorde de receitas de bilheteira mundiais, com 2,7 mil milhões de dólares (2,24 mil milhões de euros).
Na América do Norte, 'A Guerra das Estrelas' ameaça o primeiro lugar das melhores estreias, em 2017, com 'A Bela e o Monstro', segundo a Disney.
O estúdio é o único a ultrapassar os 5 mil milhões (4,5 mil milhões de euros) de receita global, nos últimos três anos.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Bolo-rei com 40 metros de diâmetro montado pela primeira vez



Um bolo-rei gigante, com a forma original e com 40 metros de diâmetro, vai ser montado pela primeira vez, no sábado, num largo de Viana do Castelo, por 16 pastelarias da cidade, disse hoje fonte da organização. Contactada hoje pela agência Lusa, a fonte da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) que, partilha com Câmara local a organização da iniciativa, adiantou que, na confeção do bolo-rei serão utilizados 85 quilos de farinha, 55 quilos frutos secos, 200 ovos, 30 quilos de fruta picada e 15 quilos de uva passa".
Cada uma das 16 pastelarias "terá de confecionar quatro tiras, com 70 centímetros de comprimento" que, serão "objeto de montagem, no próprio local do evento, na forma original" daquela iguaria natalícia.
O bolo-rei gigante é a novidade da edição 2017 do programa "Sentidos de Viana", promovido pela Câmara de Viana do Castelo para garantir animação na cidade durante a quadra de Natal.
Em novembro, aquando da apresentação do programa municipal, a vereadora da Cultura, Maria José Guerreiro, destacou a iniciativa "não por se tratar de um grande momento mediático, mas por representar um grande momento do ponto de vista dos afetos".
"Apraz-me imenso ver que as pastelarias da cidade se juntam para oferecer à comunidade um produto que fazem", destacou.
O bolo-rei vai ser montado, no sábado, às 17h00, no Largo de São Domingos, para ser "oferecido" a população, acompanhado de "pequeno copo" de vinho do Porto Dalva.
O evento, que acontece pela primeira vez na capital do Alto Minho, inclui animação musical, com grupo Gospel Pocket Show, que criará um ambiente de magia natalícia.
O programa "Sentidos de Viana" inclui mais de 120 propostas, desde concertos solidários, teatro, dança, 'workshop', mostras e feiras de produtos locais, tertúlias, exposições, oficinas sobre vários temas para adultos e para as crianças e atividades desportivas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Comer queijo diariamente ajuda a prevenir enfartes



Segundo um estudo da Universidade de Soochow, na China, a "dose" considerada eficaz é de 40 gramas. Comer queijo todos os dias pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão é de um estudo feito pelo cientista Li-Qiang Qin, da Universidade de Soochow, na China.
No estudo, que se baseou na revisão de 15 pesquisas publicadas, foram analisadas 200 mil pessoas, todas saudáveis e cuja saúde foi monitorizada, em média, por dez anos.
De acordo com os dados, as pessoas que rotineiramente comem queijo têm um risco 18% inferior de desenvolver doenças cardiovasculares, 14% menor de ter ataque cardíaco e 10% menor de sofrer acidente vascular cerebral, do que aqueles que não consomem queijo.
A "dose diária" considerada mais eficaz é de cerca de 40 gramas.