quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Filme de Eusébio


Segundo a promotora, o filme pretende relatar "o lado mais íntimo e humano" do antigo jogador, "desde os tempos de menino, que sonhava ser jogador da bola, até ser consagrado como o melhor jogador do mundo".

Além de depoimentos do próprio Eusébio, a obra conta com contributos de antigos companheiros e futebolistas de renome, como são os casos de Hilário, António Simões, Cristiano Ronaldo, Luís Costa, Rui Costa, Bobby Charlton e também da sua mulher, Flora.

No trailer, apresentado hoje, na véspera do dia em que Eusébio completaria 75 anos, o atual melhor futebolista do mundo e Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo, lembra Eusébio.

"Vi muitos vídeos dele, muitos arquivos, muitas imagens, e era um fenómeno. Para mim era o exemplo como jogador", refere Cristiano Ronaldo.

Também Rui Costa, dirigente e ex-futebolista do Benfica, lembrou como todos ficaram impressionados quando Eusébio pisava o relvado do estádio e era ovacionado pelos adeptos benfiquistas.

"Nunca vi uma pessoa ser aplaudida num estádio, durante tanto tempo, já estando aposentado há 15/20 anos. Para nós [jogadores] foi tremendo, olhávamos uns para os outros e perguntávamos 'o que é isto'?", contou Rui Costa.

Eusébio morreu a 5 de janeiro de 2014, vítima de insuficiência cardíaca, a alguns dias de completar 72 anos, e merecendo homenagens de vários pontos do mundo.

A 3 de julho de 2015, os restos mortais do antigo jogador, símbolo do futebol português e considerado um dos maiores desportistas de sempre, foram transladados para o Panteão Nacional.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Insuficiência cardíaca



"A insuficiência cardíaca é uma síndrome com elevada prevalência, morbilidade e mortalidade, que representa uma sobrecarga económica e social de grande magnitude. Porém, em Portugal tem sido alvo de pouca atenção", avisa o grupo de especialistas que elaborou um documento de consenso sobre a doença.
Cândida Fonseca, médica que coordenou o documento, sublinhou à agência Lusa que "há u ma necessidade urgente de priorizar a insuficiência cardíaca na agenda da saúde".A ideia não passa por pedir mais recursos ou mais verbas, mas antes realocar os que existem, de modo a diagnosticar mais precocemente a doença, nomeadamente nos cuidados de saúde primários.
"Pretendemos até poupar recursos. O facto de não estarmos despertos para o diagnóstico precoce, não termos alguns meios de diagnóstico disponíveis e comparticipados nos cuidados primários faz com que a doença seja tardiamente diagnosticada. Muitas vezes é-o quando o doente vai à urgência e já está muito mal, descompensado. E é onde se gasta a maior parte do dinheiro com insuficiência cardíaca. A ideia é poupar com internamentos, prevenindo-os. Investir na prevenção", resumiu Cândida Fonseca.
Aliás, dados nacionais de 2015 mostram que o número de internamentos por insuficiência cardíaca cresceu 33% em oito anos, de 2004 a 2012.
A médica explica que a doença tem um quadro clínico pouco específico (que passa pela falta de ar ou cansaço), que é comum a várias outras doenças e pode acontecer que nem se desenvolvam sintomas.
Muitas vezes, o diagnóstico faz-se por exclusão. Há inclusivamente uma análise de sangue que permite excluir a doença, mas não está disponível de forma comparticipada nos cuidados de saúde primários.
Assim, os peritos pretendem que o diagnóstico seja melhorado através da disponibilização nos centros de saúde de meios comparticipados para detetar ou excluir a patologia.
Como medidas para tornar prioritária a insuficiência cardíaca, os especialistas querem que se crie e aplique um plano de formação de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos e enfermeiros, e que se crie um boletim para a doença que permita um acompanhamento mais adequado dos doentes, facilitando o acesso a todos os que participam na assistência.
É ainda sugerido que a insuficiência cardíaca seja considerada uma prioridade no Programa Nacional das Doenças Cérebro-Cardiovasculares e propõe-se o lançamento de uma campanha de informação e sensibilização junto dos cidadãos.
Os peritos lembram ainda que em Portugal não existe um algoritmo de tratamento padronizado e sistematicamente aplicado para a insuficiência cardíaca.
A insuficiência cardíaca define-se essencialmente como uma síndrome causada por uma anomalia da estrutura ou da função cardíaca, conduzindo a um débito sanguíneo inadequado às necessidades do organismo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Morte do ex. presidente Mário Soares



Mário Soares depois de ter estado internado faleceu este sábado pelas 15H23.

As cerimónias fúnebres de Estado iniciaram-se na segunda-feira com o cortejo fúnebre, que partiu da sua residência no Campo Grande até ao Mosteiro dos Jerónimos, onde esteve em câmara ardente durante toda a tarde e até à meia-noite.

Na passada terça-feira, a câmara ardente esteve aberta ao público entre as 08h00 e as 11h00. Duas horas depois, a urna foi transportada para os claustros do Mosteiro, para a realização de uma sessão solene evocativa de homenagem.

Pelas 14h00, a urna saiu dos Jerónimos, tendo seguido no armão da GNR em cortejo com batedores da PSP, guarda a cavalo da GNR e outras viaturas que levaram a família e altas entidades. O cortejo parou no Palácio de Belém, Assembleia da República e no Largo do Rato. Chegou ao Cemitério dos Prazeres pouco antes das 16h00 e as cerimónias fúnebres terminaram pouco tempo depois, debaixo de fortes aplausos de quem assistia. 16h28 - As cerimónias fúnebres de Mário Soares terminaram no cemitério dos Prazeres, no jazigo onde está sepultada a mulher do antigo Presidente da República, Maria Barroso, debaixo de fortes aplausos dos presentes. Depois das cerimónias em frente à capela, durante as quais o Presidente da República entregou aos filhos a bandeira nacional que cobria a urna de Mário Soares e se ouviu a voz do antigo chefe de Estado, o cortejo passou ainda em frente ao jazigo de Jaime Cortesão. Numa cerimónia mais reservada, a urna de Mário Soares entrou no jazigo da família.

Foi disparada uma salva de 21 tiros de artilharia lançada pela Marinha numa embarcação no Tejo em homenagem a Mário Soares.

O corpo de Mário Soares chega ao cemitério dos Prazeres, o último ponto de paragem do cortejo, onde também está sepultada Maria Barroso.

O cortejo continua pela cidade, rumo ao Cemitério dos Prazeres. Neste momento, passa pelo Largo do Rato, onde centenas de pessoas esperavam junto à sede do Partido Socialista para homenagear Mário Soares.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Viola braguesa




A Viola Braguesa é um cordofone popular, da família da Guitarra clássica, proveniente de Braga, estando documentada desde o séc. XVII. A Braguesa é muito utilizada no noroeste de Portugal, principalmente em ambientes festivos populares como rusgas, chulas, ranchos e desafios. O Museu dos Cordofones possui um grande espolio e documentação sobre a Viola Braguesa.

A Braguesa possui dois tamanhos, o grande e o pequeno. O pequeno, utilizado principalmente a solo, possui 77cm de comprimento, 25cm de largura e 42cm da pestana ao cavalete. O tamanho grande, utilizado em conjunto com outros instrumentos musicais, tem um metro de comprimento, 37.5cm de largura e 65cm da pestana ao cavalete.

A abertura no corpo é circular, por vezes também em forma de boca de Raia. Possui cinco cordas duplas, tradicionalmente em aço fino, e dez cravelhas na pestana. A Braguesa é construída em madeira, pinho de Flandres à frente e nogueira nas costas e ilhargas, as faces estão dividida em duas pranchas, que estão unidas simetricamente pelos veios. Tradicionalmente a madeira do braço é em plátano, sendo também utilizada a tília ou o amieiro. O pau-preto é utilizado na escala. São ainda pintados ordenamentos a preto em torno do cavalete.