quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Dia Mundial das Doenças Raras


Hoje, dia 28 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Doenças Raras, e para assinalar esta efeméride, o médico Luís Brito Avô, internista e coordenador do Núcleo de Estudos de Doenças Raras da Sociedade Portuguesa da Medicina Interna redigiu um artigo de opinião onde perspetiva o estado de arte do acompanhamento e tratamento das doenças raras em Portugal.
Doença rara é aquela que tem uma incidência de um caso em cada duas mil pessoas. Estão hoje identificadas cerca de sete mil deste género: cerca de 80% tem carácter genético, existe capacidade de confirmação diagnóstica laboratorial precisa para cerca de 3.600 casos e terapêutica específica para 10% cento das entidades.
Estima-se que em Portugal existam aproximadamente 800 mil pessoas portadoras destas patologias.
Atualmente o enquadramento desta subpopulação de pacientes em Portugal está protegido por uma Estratégia Integrada para as Doenças Raras, em implementação através de uma abordagem integrada dos Ministérios da Saúde, Segurança Social e Educação, que pretende responder às necessidades sanitárias, sociais e educativas destes doentes.
Do ponto de vista sanitário, a espinha dorsal assistencial assenta no estabelecimento de uma rede de referenciação eficaz e da consolidação de centros de referência que prestem cuidados diferenciados, de elevada especialização, com dispensa de medicamentos órfãos, capacidade formativa específica de profissionais de saúde, organização de registos e investigação médica, e integração em redes de conhecimento europeias, como a European Reference Network (ERN).
Todo este processo está em curso e estão já designados em Portugal, pelo Ministério da Saúde, centros de referência para oito áreas de Doenças Raras. Ainda um número restrito de intervenção, mas que abrange já algumas centenas de doenças deste campo. Os centros de referência são necessariamente unidades hospitalares centrais da carta hospitalar portuguesa que são constituídos por equipas multidisciplinares certificadas pelo Ministério da Saúde, e algumas delas já integradas na ERN.

A estratégia organizativa de uma rede de referenciação beneficia já de normas de referenciação estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde para vários centros de referência, as quais se encontram publicadas e em divulgação nos serviços de saúde, desde os cuidados primários.
Foram estabelecidos pela Comissão Europeia e pelo IRDIRC (Consórcio Internacional de Investigação para as Doenças Raras) que até 2020 deve ser estabelecido diagnóstico para todas as Doenças Raras (atualmente já possível para cerca de 3.600), assim como terapêutica para 200 casos. Já para 2027 espera-se serem realizados diagnósticos no espaço de um ano para a totalidade das Doenças Raras, e efetuadas terapêuticas para 2.000 patologias deste género.
Espera-se, entre nós, que nos próximos anos haja a ampliação progressiva desta estratégia e uma maior abrangência das doenças, perseguindo aqueles objetivos.
A Medicina Interna, especialidade eminentemente hospitalar, possuidora de uma visão holística da pessoa doente, que lida com a multimorbilidade e com a patologia complexa, multissistémica, está posicionada privilegiadamente para equacionar a Doença Rara. É, por outro lado, a especialidade da Medicina da idade adulta, que deve receber o doente pediátrico a quem foi diagnosticada Doença Rara, devendo assegurar os cuidados durante o resto do seu ciclo de vida. Sendo os medicamentos órfãos essencialmente de dispensa hospitalar, e sendo o hospital o habitat natural do internista, espera-se dele a capacidade de orientar o seu manejo em múltiplas situações. Os serviços de Medicina Interna estão presentes em toda a carta hospitalar, desde a escala distrital, cobrindo todo o país, e têm a obrigação de estabelecer a maior rede de comunicação intra-hospitalar e com os cuidados de saúde primários e a Medicina Geral e Familiar, facilitando a rede de referenciação para as Doenças Raras, e articulando-se com os centros de referência. Julga-se indispensável que todas as equipas multidisciplinares destes centros incluam internistas.
Numa época de evolução das ciências biomédicas, em que a Medicina de precisão, personalizada, centrada no doente em todas as suas vertentes biopsicossociais, em que a relação médico-doente, associada a uma extraordinária evolução tecnológica da intervenção biomédica, volta a ser pedra angular no sucesso dos cuidados de saúde, a posição da Medicina Interna, eminentemente clínica, gestora do doente e da utilização criteriosa dos meios complementares e terapêuticos, detém enorme responsabilidade na prestação dos cuidados de saúde, incluído na área das Doenças Raras.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cinco jogos que ensinam as crianças a gerir o dinheiro


O tema da poupança deve ser incutido nos mais novos.
Há jogos educativos que podem ajudar nesse sentido.
Ensinar a poupar deve ser uma das tarefas dos pais, porque o valor da poupança deve ser incutido desde cedo. Até porque, numa fase mais adulta, reconhecemos bem a importância de gerirmos bem o nosso dinheiro. Há várias formas de ensinar os mais novos a poupar, até mesmo com o exemplo do dia a dia.
Mas não só. Pode também contar com o apoio de jogos educativos, que alertam desde cedo os mais novos para a importância de gerir bem o dinheiro.
Os cinco jogos são:
o   Monopólio 
o   Descobrindo o Valor das Coisas 
o   O Jogo da Vida
o   The Sims  

o   LIDL – My Lidl Shop



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

As mulheres têm cérebros mais jovens do que os homens


O cérebro humano é uma máquina impressionante, porém o órgão incrível não escapa ao processo de envelhecimento. Muitos fatores interferem nesse desgaste, tais como a alimentação, estilo de vida ou genética, mas sabia que o género também pode desempenhar um papel fundamental?
Um novo estudo norte-americano sugere que os cérebros das mulheres mantêm a juventude por mais tempo. A descoberta – que promete gerar discórdia – foi realizada por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
Os dados para análise foram obtidos por meio da tecnologia PET (tomografia por emissão de pósitrons). Tratando-se de uma técnica da medicina nuclear em que o diagnóstico é feito a partir de tomografias computadorizadas, permitindo que as alterações metabólicas do organismo sejam identificadas. Utilizando a PET, os investigadores examinaram o fluxo de oxigénio e glucose no cérebro de mais de 200 pessoas entre 20 e 82 anos.
Utilizando as informações colectadas, uma máquina foi responsável por criar um algoritmo capaz de relacionar idade ao metabolismo cerebral. A máquina previu correctamente a idade dos homens; porém, quando os dados das mulheres foram inseridos, o cálculo apontou que os seus cérebros eram 3,8 anos mais jovens. Além disso, estimou-se que o cérebro masculino é 2,4 anos mais velho do que sua idade cronológica.
Os investigadores salientam que este estudo irá contribuir para que cientistas e neurologistas aprofundem conhecimentos relativos à aparente resiliência cognitiva feminina.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Ciclo de piano em Matosinhos junta Mário Laginha a Quarteto de Cordas


A sala-estúdio da Orquestra Jazz de Matosinhos vai receber um ciclo de piano que inclui atuações de Pedro Burmester, Artur Pizarro, Fausto Neves e um concerto de Mário Laginha com o Quarteto de Cordas do concelho.
Parte da iniciativa Música em Matosinhos, o ciclo de piano arranca no dia 04 de maio com a atuação do Quarteto de Cordas de Matosinhos e Mário Laginha, que compôs a peça "Quarteto para estes tempos" especificamente para este momento.
Já Artur Pizarro, no dia 25 de maio, vai interpretar peças de Luís de Freitas Branco, Armando José Fernandes e Fernando Lopes-Graça, continuando a programação do ciclo em junho, no dia 15, com Luís Pipa, que apresenta obras de Mozart, Beethoven, Óscar da Silva e Astor Piazzolla.
No dia 22 de junho, Marta Meneses toca peças de Beethoven, Chopin, Vianna da Motta e Franz Liszt, enquanto o pianista e compositor Vasco Dantas encerra o ciclo no dia 29 com a interpretação de criações de Ravel, Debussy, Freitas-Branco e Liszt, entre outros.
Os concertos, de entrada gratuita, acontecem sempre a partir das 19:00, segundo a programação avançada pela Câmara de Matosinhos.
O programa de música erudita da Câmara Municipal de Matosinhos já se realiza há mais de uma década, incluindo também um ciclo de Música de Câmara e um ciclo de Quarteto de Cordas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Violência no namoro


Mais de metade dos jovens que namoram ou namoraram dizem já ter sofrido uma qualquer forma de violência por parte do companheiro e 67% acham isso natural, motivo para uma nova campanha pelo fim da violência no namoro.
A campanha é apresentada hoje, tal como os resultados do estudo nacional sobre a violência no namoro, feito pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), com o apoio da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.
Em comunicado, o gabinete da secretária de Estado adianta que o Estudo Nacional sobre a Violência no Namoro 2019 revela que "58% de jovens que namoram ou já namoraram reportam já ter sofrido pelo menos uma forma de violência por parte de atual ou ex-companheiro/a".
Por outro lado, "67% de jovens consideram como natural algum dos comportamentos de violência", sendo que o estudo demonstra que existe uma "elevada prevalência e legitimação de formas especificais de violência".
Em causa estão, casos de violência psicológica, violência exercida através das redes sociais ou atitudes de controlo, seja sobre vestuário, hábitos de convívio ou outros comportamentos.
Aproveitando o facto de hoje se assinalar o Dia dos Namorados, o Governo apresenta a campanha #NamorarMemeASério pela eliminação da violência no namoro, com o objetivo de identificar alguns dos comportamentos que são demonstrativos de situações de violência, seja física, psicológica ou sexual.
A campanha é lançada em conjunto com várias organizações não governamentais (ONG) e federações académicas, além da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e conta com o rosto de algumas figuras públicas e influenciadores digitais seguidos pelo público mais jovem, que lançam alertas sobre as atitudes de namorados ou namoradas.
"Se não gosta que uses maquilhagem", "se a discussão acaba sempre com uma ameaça", "se te humilha frente a outras pessoas" ou "quando te proíbe de falar com outras pessoas", são sinais de violência que a campanha pretende combater.
"Se o teu namorado ou namorada tem atitudes que te deixam desconfortável, com o objetivo de te controlar, dominar ou humilhar, isso é um sinal de que algo está errado e isso não é um namoro a sério", é uma das mensagens principais da campanha.
A campanha salienta ainda que a violência é crime público e que, por isso, cabe a todos denunciá-lo, podendo essa denúncia ser feita para o número 800 202 148.