quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Belmiro de Azevedo, o adeus ao "chefe da tribo"



No mesmo dia em que Belmiro de Azevedo perdeu a vida, também a irmã, Ana Augusta Azevedo, morreu, no Instituto Português de Oncologia do Porto, onde estava internada. Belmiro de Azevedo morreu esta quarta-feira, aos 79 anos.
 O empresário português que em 1965 entrou para a Sonae, empresa da qual viria a tornar-se líder histórico – encontrava-se internado no Hospital da CUF, no Porto, devido a complicações do trato respiratório. Com uma fortuna avaliada em 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), Belmiro de Azevedo ocupou, em 2017, o lugar de quarto mais rico de Portugal e a posição número 1.376 a nível mundial, de acordo com a revista Forbes.

Dono do império Sonae, que detém os hipermercados Continente, o empresário será lembrado pela personalidade forte e desafiadora. Além do Continente, o Grupo Sonae é dono da Worten, da SportZone, da Sonae Sierra e do jornal Público, entre outros. A liderança do império havia passado já para o seu filho Paulo Azevedo.

Filho de um carpinteiro/agricultor e de uma costureira, Belmiro de Azevedo dizia de si próprio ter “fama de rico, mas comportamento de pobre”. Não nasceu num ‘berço de ouro’, longe disso. A sua carreira começou como operário na empresa fabril Efanor, na altura em que se licenciava em Engenharia Química Industrial.

Meses mais tarde, em 1965, integrou a Sonae, fundada por Afonso Pinto de Magalhães e que chegou a apontar como uma empresa “falida”. Só em 1994 a família Magalhães viria a sair da empresa, fazendo de Belmiro de Azevedo “o chefe da tribo”, como o próprio se apelidou, referindo-se às disputas pelo controlo da empresa que se seguiram ao 25 de Abril.

As reações à morte de um dos maiores empresários portugueses.

No dia que assinalou a morte de um dos empresários mais marcantes de Portugal, as reações sucederam-se. Palavras elogiosas fizeram-se ouvir das mais diversas alas e setores de atividade. No Parlamento, foi inclusivamente aprovado um voto de pesar, que ficou marcado pelo voto contra do PCP e a abstenção do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes.

O Presidente da República escreveu uma curta nota no site da Presidência, referindo-se a “uma figura marcante do meio empresarial e da sociedade portuguesa”. Às palavras de homenagem de Marcelo Rebelo de Sousa juntaram-se as do ex-chefe de Estado Cavaco Silva, que o descreveu como “uma personalidade marcante e uma voz livre”.

“Um homem com uma notável capacidade de trabalho”, “uma grande perda para Portugal” e “o maior empresário português do pós-25 de Abril”. Assim se refiram ao empresário, por seu turno, o ministro da Cultura, Castro Mendes, o ministro da Economia, Caldeira Cabral, e antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga.

O principal partido da oposição (PSD) reagiu através de um comunicado, em que pode ler-se que Belmiro "foi uma das mais marcantes figuras empresariais do período democrático". Já o CDS descreveu-o como “um empreendedor ímpar em Portugal”.

“Belmiro é a pessoa que mais admirei nos últimos 30 anos do país”, fez sobressair o político e advogado António Lobo Xavier. Destaque também para as palavras de Soares dos Santos, fundador da Jerónimo Martins, que salientou não considerar Belmiro de Azevedo “um concorrente, [mas] sim um grande empresário”.

Palavras de apreço foram ainda proferidas pelos sociais-democratas Rui Rio e Pedro Santana Lopes, presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o social-democrata Silva Peneda e o presidente da Mota-Engil, António Mota, bem como pelo antigo ministro da Economia Pires de Lima, o ex-ministro da Economia Daniel Bessa e o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro.
Instituições como a CMVM, a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Federação de Andebol de Portugal, a Porto Business School, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e o Conselho Metropolitano do Porto prestaram homenagem àquele que foi um dos mais marcantes empresários que o país conheceu.
O velório e a morte da irmã
O velório de Belmiro de Azevedo realizou-se na quarta-feira na Paróquia de Cristo Rei, no Porto.
A missa de corpo presente decorrerá no mesmo local, esta quinta-feira, pelas 16 horas, seguida de uma cerimónia fúnebre reservada à família.
No mesmo dia em que Belmiro de Azevedo cedeu às complicações de saúde, também a irmã mais velha perdeu a vida. Ana Augusta Azevedo, estava internada no Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A importância das sementes na alimentação



As sementes são classificadas como superalimentos... e não é difícil perceber o porquê. Embora não haja (ainda) uma definição científica para aquilo que é um superalimentos, os nutricionistas tendem a classificar como super todos os alimentos que, mesmo em quantidades pequenas, oferecem um vasto leque de nutrientes e benefícios para a saúde. É o caso das sementes.
Este "gérmen minúsculo" que poderá dar vida a uma planta quando entra em contacto com água ou terra é um alimento que deve fazer parte de uma alimentação variada e equilibrada devido ao poder positivo que exerce na saúde e bem-estar das pessoas.
As sementes são superalimentos pelo simples facto de as suas "propriedades nutricionais" estarem "muito acima da maioria dos alimentos que o ser humano ingere" diariamente, embora estes sejam também importantes para um plano alimentar variado.
Entre as muitas sementes que o homem pode incluir na sua alimentação, há umas quantas que se destacam: são elas a quinoa, o sésamo,  a chia e a linhaça. Ao contrário da quinoa, que pode ser usada como substituto do arroz e massa ou como ingrediente para umas papas, as outras sementes podem ser apenas consumidas como topping, bastando pequenas quantidades para ganhar mais saúde.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Morreu o ator e encenador João Ricardo



João Ricardo, 53 anos, morreu esta quinta-feira, em Lisboa.
O ator e encenador João Ricardo perdeu a batalha contra o tumor aos 53 anos. No dia 7 de outubro de 2016, o ator sentiu-se mal durante as gravações da novela 'Rainha das Flores' e teve que ser operado de urgência. Após a remoção do tumor e algumas sessões de radioterapia, o ator regressou à televisão e às filmagens integrando o elenco da novela 'Espelho d'Água', atualmente a ser transmitida pela SIC. No entanto, o “tumor reapareceu”, como a agência Layjan disse em comunicado no mês passado, e o ator foi obrigado a retomar tratamentos, de rádio e quimioterapia. Não conseguiu vencer esta luta, tendo acabado por morrer ao final da tarde desta quinta-feira, dia 23, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Divorciado e pai de um filho, Rodrigo de seu nome, João Ricardo é conhecido pelo seu trabalho na televisão, no teatro e no cinema. Nasceu em 27 de maio de 1964, em Lisboa.
A sua carreira como ator iniciou-se em 1989, com uma participação especial na série de televisão 'Caixa Alta', da autoria de Tozé Martinho e Manuel Arouca, exibida na RTP.
Ainda na estação pública, o ator participou como ator convidado em 'O quadro roubado' e 'Nós os ricos', com destaque de elenco principal em 'Lelé e Zequinha' e 'Cruzamentos', aqui já com 35 anos, dez anos depois de ter iniciado atividade. Em 2003, teve a sua primeira participação fora da RTP, numa telenovela da TVI, intitulada 'Coração Malandro'.
Continuou a participar em diversas séries nos três canais de televisão até 2010, ano em que assinou um contrato de exclusividade com a SIC e protagonizou uma das telenovelas com mais sucesso da estação, 'Laços de Sangue', onde interpretou Armando Coutinho, a sua personagem mais famosa.
No cinema fez parte dos elencos dos filmes 'A passagem da noite' (2003), de Luís Filipe Rocha, 'A costa dos murmúrios' (2004), de Margarida Cardoso, 'Os meus espelhos' (2005), de Rui Simões, e ainda 'Corrupção' (2007), 'A corte do Norte' (2008) e 'Filme do Desassossego' (2010), todos de João Botelho.
No teatro, João Ricardo teve uma colaboração regular com o Teatroesfera e com o Teatro Nacional D. Maria II, onde encenou 'Sonho de uma noite de verão' (2004) e 'A ilha encantada' (2005), de William Shakespeare. Foi também diretor artístico do Teatro de Carnide.
A sua carreira teatral conta ainda com a encenação, em 2002, do monólogo 'A voz humana', com Florbela Oliveira, e a participação em peças como 'Ricardo II' e 'Hamlet', ambas em 2007.
Fez também teatro radiofónico, nomeadamente na série Teatro Sem Fios, da Antena 2, onde protagonizou 'Três Parábolas da Possessão', de Francisco Luís Parreira.
Além da representação e encenação, João Ricardo teve outras paixões como a natação, a escrita e a culinária.
Tendo assumido em entrevistas que gostava de cozinhar e que tirara um curso de cozinha, confessou que tinha o sonho de abrir um restaurante.
O gosto pela escrita concretizou-o com um livro infantil, publicado em 2013 pela Dinalivro, com ilustrações de Ana Sofia Gonçalves, intitulado 'Queres namorar comigo?', que conta a história de um caracol que se apaixona por uma girafa.
João Ricardo tinha um sonho, o de atravessar a nado o estreito de Gibraltar, e começou a treinar duas vezes por dia, em piscina, com vista a preparar-se para fazer a travessia em dezembro de 2018. Um desejo que acabou por não se cumprir.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Festival Internacional de Cinema Ferroviário



O Festival Internacional de Cinema Ferroviário, criado há mais de 20 anos em França e dedicado a filmes sobre e com comboios, terá pela primeira vez uma edição em Lisboa, na próxima semana no cinema São Jorge. "Será uma oportunidade única para os cinéfilos e os entusiastas dos comboios assistirem ao que de melhor se faz no setor ferroviário", afirmam a CP e a União Internacional dos Caminhos-de-Ferro, coorganizadores do festival, em comunicado.
O Cine-Rail, que ocupará o cinema São Jorge entre os dias 27 e 29, apresentará mais de 60 filmes, entre os quais "A carruagem", de João Vasco, e "Comboio de Sal e Açúcar", de Licínio Azevedo, que têm honras de abertura.
No festival serão mostrados filmes promocionais, publicitários, informativos, documentais e de ficção, que falam sobre segurança e ambiente, sobre viagens e passageiros, estações e apeadeiros, comboios do futuro, sobre túneis, comodidade ou velocidade.
Está prevista a atribuição de prémios para os melhores filmes em categorias como "comunicação corporativa", "sustentabilidade ambiental" e "património histórico".
A entrada no Festival Internacional de Cinema Ferroviário é gratuita.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Hábitos inofensivos que estão a arruinar o seu corpo



Os nossos dias são repletos de gestos e hábitos de tal forma rotineiros que quase nunca damos conta de que os temos ou fazemos. Mas o nosso corpo dá... e as consequências podem ser mais sérias do que o desejado.

Prender os espirros é um hábito comum, mas não totalmente inofensivo, uma vez que porta alguns riscos mais ou menos sérios para a saúde, como lhe contámos aqui. "Se mantiver a boca e o nariz fechados [no momento do espirro], a pressão gerada [para espirrar] voltará para a cabeça ou para a cavidade nasal ou pode voltar para o peito", explica o médico Erich Voigt.

Mas se não libertar a pressão faz mal, respirar demasiado depressa também não é lá muito benéfico. Segundo um artigo do El Mundo, respirar demasiado depressa não irá alimentar mais ou melhor as células, pelo contrário, irá aumentar a ansiedade e o stress, duas condições que desencadeiam a tensão muscular.

Diz ainda a publicação que ler na cama é também um hábito que pode fazer pior do que pensamos, especialmente se estivermos sentados com as penas retas... que é o equivalente a fazer um mau agachamento. Andar sempre de saltos altos, olhar constantemente para o telemóvel - curvando o pescoço - ou segurar o equipamento entre a cabeça e os ombros são também hábitos que nada de bom trazem para a saúde física, especialmente por se tratarem de hábitos diários e repetidos.

Colocar o peso de uma mala ou mochila num único ombro e fazer um agachamento ao mesmo tempo que se gira o corpo - como pode acontecer quando nos baixamos para apanhar algo do chão e queremos colocar isso num outro sítio - são dois movimentos rotineiros que pode arruinar o corpo, em particular as costas. E são também as costas que sofrem quando giramos em demasia o tronco quando estamos sentados.