A alimentação pode ser a forma mais
eficaz de prevenir e até tratar a enxaqueca.A enxaqueca é considerada
uma doença caraterizada por episódios de dor muito intensos que surgem de forma
intervalada com períodos sem sintomas e dor.
A alimentação assume-se como uma
das possíveis causas da enxaqueca (podendo mesmo agravar os sintomas), mas
destaca-se também como um escudo protetor eficaz e até mesmo uma das melhores
formas de combater esta doença.
Como lhe contámos aqui, é possível
prevenir o aparecimento de dores de cabeça intensas apostando em alimentos como
os vegetais de folha verde escura, o salmão, as nozes, as sementes e ainda os
grãos integrais.
De acordo com a médica Keri
Glassman, existem cinco ‘aliados’ no combate à enxaqueca e um deles é o
gengibre devido à capacidade de bloquear a prostaglandina, um neurotransmissor
que desencadeia processos inflamatórios. Por ser rica em ácidos gordos ómega 3
(que possuem também um lado anti-inflamatório potente), a cavala é um outro
alimento a ter em conta, especialmente nos dias em que as dores de cabeça estão
impossíveis de suportar. Já que pretende começar a combater a enxaqueca assim
que se acorda, nada como o iogurte grego ou um prato de ovos mexidos. E por
falar em minerais, um dos mais importantes para o alívio da enxaqueca é o
magnésio, capaz de atenuar as dores em 42.1% diz a especialista, destacando o
espinafre entre as escolhas mais certeiras.
Por fim, mas não menos importante,
está o consumo de melancia, um dos frutos que mais promove a hidratação. Sim, a
desidratação pode também desencadear e agravar a enxaqueca.
O especialista espanhol em agricultura biológica Mariano
Bueno defendeu hoje a criação de hortas caseiras ou a participação em hortas
urbanas, já que os legumes "adaptam-se" à poluição e podem funcionar
como "vacinas"."Defendo hortas em casa ou perto de casa, porque
a poluição do ambiente é mais 'saudável', já que uma planta que cresce num
determinado sítio vê-se submetida ao frio, também a compostos tóxicos
ambientais e para sobreviver fabrica polifenóis. O aumento da asma e alergias
na sociedade atual é por pouco contacto com a natureza e com a terra e por não
comermos plantas e legumes que cresçam perto de onde vivemos", explicou
Mariano Bueno, em declarações aos jornalistas na Escola Básica n.º 1, em
Lisboa.
Para o especialista, "os legumes plantados no ambiente
poluído em que vivemos podem tornar-se vacinas", já que as plantas vão ter
de se proteger desses componentes químicos que andam no ar.
"Se tudo o que comemos vem esterilizado, é produzido em
estufa, vem embalado, o corpo não vai ser 'contaminado' e aquele alimento não
vai fazer nada. Por seu turno, aqueles que crescem no ambiente em que vives
vão-te proteger", sublinhou Mariano Bueno.
Mariano Bueno explicou ainda que um tomateiro que cresce ao
ar livre "tem mais sabor porque tem de se defender enquanto um tomate de
estufa, de temperatura controlada, rega controlada, não tem sabor porque não
teve de defender-se de nada: estamos a descobrir que os aromas e os sabores das
plantas são os mecanismos de proteção".
O especialista europeu em agricultura biológica participou
hoje num 'workshop' na Escola Básica n.º 1 de Lisboa, onde ensinou crianças
entre os seis e 10 anos a fazer um vaso hidropónico caseiro com um garrafão de
água de cinco litros, entre muitos outros truques.
Henrique, de 10 anos, disse à Lusa que hoje aprendeu muitas
coisas: como fazer uma horta na garrafa, a fazer produtos 'pesticidas' naturais
para matar os bichos. Na horta biológica que os pais têm no Alentejo vai dizer
o que têm de fazer.
Também Maria explicou que agora já sabe fazer um 'pesticida
natural' com água e iogurte para controlar os fungos dos legumes e das plantas
e ficou também a saber que a melhor forma de se ver livre das lesmas numa horta
é colocar tacinhas com cerveja para que estas durante a noite, atraídas pelo
cheiro, se afoguem.
Mariano Bueno não come nem carne, nem peixe, há 42 anos.
Desde os 17 que é vegetariano por problemas de saúde. Aos 18 foi para França
onde aprendeu o que precisava para dar os primeiros passos na agricultura
biológica. Reconhece que se seguiram "anos duros" pela
"incompreensão" do que fazia.
"Depois consegui, com o passar dos anos, demonstrar que
era possível cultivar sem recorrer a químicos, mas antes de uma forma natural,
recuperando formas ancestrais de fazer agricultura, voltar ao estrume dos
animais, ver as luas, por exemplo", lembrou.
Mariano Bueno avançou que existem atualmente movimentos
médicos e científicos, designados por horto terapia, que revelam que grande
parte dos problemas de saúde "tem a ver com o facto de nos desenraizarmos
da terra e de nos desvincularmos das nossas raízes, já que somos seres
biológicos".
Com várias obras publicadas sobre agricultura biológica,
alimentação biológica ou hortas ecológicas, Mariano Bueno lançou agora em
Portugal o livro "A Horta-Jardim Biológica", juntamente com Jesús
Arnau, no qual ensina várias formas de fazer uma horta-jardim e os seus
benefícios para a saúde.
No livro explica também as flores comestíveis e que, apesar
de algumas serem tóxicas, é preciso ingerir uma grande quantidade para que
façam mal ao organismo: "o importante é comer cru, quer seja para as
plantas medicinais, flores comestíveis ou hortaliças. Há que processá-las o
menos possível, quanto muito escaldar será o suficiente para 'matar' qualquer
bicho".
O sarampo está de volta a
Portugal. Conheça as principais questões e respetivas respostas associadas à
doença. O sarampo chegou a ser dado como extinto em Portugal pela Organização
Mundial da Saúde, mas agora a Direção Geral da Saúde (DGS) fala num surto em
Portugal. Há atualmente 11 casos de sarampo confirmados pelo Instituto Ricardo
Jorge, e outros 12 ainda em fase de investigação.
Desde
janeiro deste ano foram notificados 23 casos, número que ultrapassa os da
última década, segundo dados de vários relatórios da DGS. Os poucos casos
registados em Portugal nos últimos anos foram contraídos noutros países.
Como se transmite o sarampo?
O sarampo é
uma doença viral contagiosa. Transmite-se de pessoa para pessoa através de
gotículas de saliva em suspensão, pelo que pode transmitir-se ao falar, tossir
ou espirrar.
Quais os sintomas?
Começa com
febre alta (entre 39 e 40 graus), tosse seca, congestão nasal, espirros, dor de
garganta, olhos inflamados e lacrimejantes.
Seguem-se
erupções na pele – inicialmente no rosto e pescoço, que de depois de espalham
para o tronco, braços e pernas. As marcas são acompanhadas de prurido e podem
ficar maiores ao longo de uma semana.
Podem também
surgir pequenas manchas brancas (manchas de Koplik) na boca.
Tenho de levar o meu filho ao médico?
Não existe
nenhum tratamento específico para o sarampo. Geralmente recomenda-se repouso,
paracetamol para baixar a febre, banhos de água morna e uma loção à base de
calamina para aliviar a comichão.
As crianças
com menos de três anos e febres superiores a 39ºC devem ser vistas por um
médico.
O sarampo pode matar?
A grande
maioria dos casos evolui favoravelmente, mas em situações mais graves o quadro
clínico pode evoluir para pneumonia ou até para encefalite, o que pode causar
lesão permanente do cérebro ou até levar à morte.
A doença é mais grave nos adultos?
Nos adultos,
a doença tende a ser mais grave. Os doentes mais velhos podem necessitar de
tratamento em regime de internamento hospitalar. Durante a gravidez o sarampo
aumenta o risco de aborto ou de parto prematuro.
Quando se deve tomar a vacina?
Segundo o
Programa Nacional de Vacinação em vigor, as crianças devem tomar uma primeira
dose aos 12 meses e uma segunda entre os cinco e os seis anos de idade.
Sou obrigado a vacinar o meu filho?
A melhor
forma de prevenir o sarampo é através da vacinação. A vacina (VASPR) é
gratuita, mas não obrigatória. Apenas quando está iminente um risco para a
saúde pública é que a lei prevê que a vacinação seja obrigatória.
Em caso de
recusa, os pais têm de assinar um termo de responsabilidade e esta informação é
registada na ficha da criança.
Porque é que há pais que não vacinam os filhos?
Por temer
que possam existir riscos associados à administração de vacinas, existem pais
que optam por não vacinar os filhos. A Direção-Geral de Saúde divulgou, no
sentido de tranquilizar os pais, um documento que desmistifica várias ideias
erradas associadas à vacinação.
João Canijo queria filmar a
relação de grupo entre mulheres e o pretexto foi uma peregrinação a pé a
Fátima, "a ideia mais portuguesa das ideias portuguesas", como contou
à agência Lusa, a propósito da próxima longa-metragem.
'Fátima', que se estreia no
próximo dia 27, é um filme de ficção, inspirado na realidade portuguesa,
interpretado por onze atrizes que acompanharam várias peregrinações e a vida de
uma localidade transmontana, para depois construírem as personagens.
É de Vinhais, no distrito de
Bragança, que parte a narrativa do filme e também a peregrinação mais longa até
Fátima, com mais de 400 quilómetros.
"Não começou por ser um
filme sobre a crença, mas sobre as relações de grupo. E as relações de grupo
entre mulheres parecem-me muito mais interessantes do que com homens à
mistura", explicou João Canijo.
No filme participam as
atrizes Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Vera Barreto, Teresa
Madruga, Ana Bustorff, Teresa Tavares, Alexandra Rosa, Íris Macedo, Sara Norte
e Márcia Breia.
O realizador, que já
trabalhou com grande parte destas atrizes em filmes como 'Sapatos Pretos'
(1998), 'Mal nascida' (2007) e 'Sangue do meu sangue' (2011), quis ainda filmar
a relação de cada uma das mulheres com a fé.
"A necessidade da fé, a
necessidade que a Humanidade tem de algum tipo de fé. Não é forçosamente a
católica, a Humanidade sempre teve essa necessidade de acreditar em algo
transcendente e isso foi uma coisa que me interessou muito, perceber porquê. Não
pretendo explicá-lo, mas perceber até onde é que isso pode levar as
pessoas", disse o realizador.
Para este filme, João Canijo
fez ele próprio uma viagem a pá a Fátima, mais curta - de 80 quilómetros -,
para perceber o que sente e sofre quem faz esta peregrinação.
Apesar de 'Fátima' ter uma
base documental, o realizador alerta: "Foi tudo absolutamente
estudado". Embora não tenham feito os 400 quilómetros da peregrinação, as
atrizes "andaram durante cinco dias sempre juntas e foram filmadas o tempo
todo", incluindo a chegada, a 12 de maio, ao santuário de Fátima.
"Portanto, confunde-se,
como em tudo, o personagem com a 'persona', mas isso é sempre assim. Os atores
nunca saem de si próprios, não se transformam em mais ninguém. E essa confusão
também me agrada bastante", disse.
Anabela Moreira explicou à
Lusa que a preparação para este filme teve várias fases. As atrizes
acompanharam várias peregrinações e também falaram sobre a relação delas
próprias com a fé. Só depois é que trabalharam no argumento com base nessa
informação toda.
"O João fala sempre:
'Não é mimetização é deixar contagiar. Não tentas imitar nada'. Houve uma
dificuldade acrescida, que foi o sotaque. Tentar ser contagiado por aquela
forma de estar, de ver o mundo, de pensar sobre deus, sobre a vida, sobre as
pessoas sobre o comportamento da mulher e do homem", recordou a atriz.
No caso de Anabela Moreira,
a criação da personagem implicou trabalhar num supermercado e no campo, a
cuidar de porcos e vacas.
"É um privilégio poder
trabalhar assim. Em vez de estar a trabalhar sobre a imaginação, ganhas
memórias reais daquela outra vida no dia-a-dia. Acabas mesmo por viver aquilo.
Aquilo foi parte da minha vida", disse.
Antes de chegar aos cinemas,
'Fátima' será mostrado em antestreia em Vinhais.
No final do ano deverá
estrear-se na RTP uma série baseada na rodagem e que, segundo João Canijo, tem
mais desenvolvimentos ficcionais de cada uma das personagens.