O filme 'São Jorge', do realizador português Marco Martins,
vai ser exibido em novembro em Los Angeles, Califórnia, juntamente com outros
27 filmes, numa ação de promoção do cinema europeu nos Estados Unidos. Por
iniciativa da European Film Promotion (EFP), serão feitas sessões entre os dias
02 e 15 de novembro, em Los Angeles, com os 28 filmes europeus candidatos a uma
nomeação para os Óscares, os prémios norte-americanos de cinemaOs filmes serão
mostrados a "membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas,
jornalistas, distribuidores norte-americanos e compradores internacionais, com
o objetivo de destacar e promover as produções europeias", explica o
Instituto do Cinema e Audiovisual, membro da EFP. "São Jorge", que é
o candidato de Portugal a uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro,
é protagonizado por Nuno Lopes, no papel de um pugilista, desempregado, que
aceita trabalhar numa empresa de cobranças difíceis. Além de Nuno Lopes -
premiado em Veneza pelo desempenho no filme -, o elenco integra atores
profissionais como Nuno Lopes, José Raposo, Mariana Nunes, Gonçalo Waddington e
Beatriz Batarda, mas também não-atores, a quem é dada voz para falar sobre
crise, desemprego e falta de dinheiro. Entre os 28 filmes europeus que disputam
uma nomeação para os Óscares estão, por exemplo, "Frost", de Sarunas
Bartas (Lituânia), "BPM (beats per minute)", de Robin Campillo
(França), e "Tom of Finland", de Dome Karukoski (Finlândia). Este
ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos
anunciou ter recebido candidaturas de 92 países ao Óscar de melhor filme
estrangeiro, um número recorde.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Abre hoje o festival Doclisboa
O Festival Internacional de Cinema
DocLisboa começa hoje com a antestreia de uma ficção, o filme
"Ramiro", descrito como uma "comédia delicada" do
realizador Manuel Mozos. No filme, o ator António Mortágua é Ramiro, um pacato
alfarrabista de Lisboa que divide os dias entre a livraria, quase sem clientes,
e a escrita poética, num quotidiano marcado pela relação com os vizinhos: uma
adolescente grávida e a avó desta, que recupera de um AVC.
Com argumento de Mariana Ricardo e
Telmo Churro, 'Ramiro' assinala o regresso de Manuel Mozos ao DocLisboa, desta
vez com uma ficção, depois de lá ter apresentado 'João Bénard da Costa - Outros
amarão o que eu amei' e 'A glória de fazer cinema em Portugal.
A 15.ª edição do DocLisboa exibirá
mais de 230 filmes, ou seja "20 mil minutos de cinema", que refletem
"a diversidade de olhares e de idades dos realizadores, de formas e de
propostas políticas e temáticas", como afirmaram os diretores Cíntia Gil e
Davide Oberto.
Entre os 44 filmes portugueses
selecionados contam-se, por exemplo, 'António e Catarina', de Cristina Hanes,
premiado em Locarno, 'Altas cidades de ossadas', de João Salaviza, 'Spell
Reel', de Filipa César, 'Quem é Bárbara Virgínia?', de Luísa Sequeira, e
'Diário das Beiras', de João Canijo e Anabela Moreira.
Destaque ainda para 'Ex Libris -
The New York Public Library', de Frederick Wiseman, 'Napalm', de Claude
Lanzmann, e dois filmes do realizador chinês Wang Bing: 'Bitter Money' e 'Mrs.
Fang'.
Na secção 'Heart Beat' haverá dois
filmes portugueses em estreia mundial: 'Os cantadores de Paris', de Tiago
Pereira, e 'DIÁLOGOS ou como o Teatro e a Ópera se encontram para contar a
Morte de 16 Carmelitas e falar do Medo', de Catarina Neves. Uma das novidades
deste ano é a criação de um novo prémio para o melhor de um conjunto de dez
filmes de temática associada a práticas e tradições culturais e ao património
imaterial da humanidade.
Haverá ainda retrospetivas
dedicadas ao cinema do Quebeque e à realizadora checa Vera Chytilova.
O encerramento, no dia 29, ficará
por conta do filme 'Era uma vez Brasília', de Adirley Queirós.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Os dez maiores fatores de risco do cancro da mama
O
cancro é uma doença do foro oncológico de origem multifatorial provocada pela
proliferação das células de forma anormal, que levam à apoptose - termo
científico usado para designar a morte programada de células, que se ‘suicidam’
e dão lugar a novas. Este processo é natural, contudo, quando o organismo não é
capaz de expulsar as células com defeito, estas podem entrar em conflito e provocar
um tumor, algo que também acontece quando o crescimento natural das células
acontece de forma anormal.
Embora
a genética seja um dos fatores com mais peso no aparecimento do cancro, também
a má sorte e alguns hábitos diários podem ter algo a 'dizer'. Mas não só.
Algumas caraterísticas anatómicas da pessoa podem ainda desencadear a doença,
especialmente quando a região do corpo afetada é a mama.
Como
explica o site FOX News, o cancro da mama está à mercê de dez fatores de risco
muito próprios. São eles:
1 - Género. Os homens podem sofrer de
cancro da mama, mas é 100 vezes menos comum do que nas mulheres;
2 - Idade. Apesar de não escolher
idades, o cancro da mama é mais comum depois dos 55 anos;
3 - Etnia. Diz a Sociedade Americana do
Cancro que as mulheres brancas são mais propensas a ter cancro da mama do que
as mulheres negras, mas a doença é mais fatal para estas;
4 - Hormonas. A exposição elevada a
estrogénio e testosterona (o que acontece quando a mulher fica menstruada cedo,
mas tem a menopausa tarde) é um fator de risco para a doença;
5 - Genética. Os genes BRCA1 e BRCA2 são
conhecidos por serem os genes do cancro da mama e as mulheres que os possuem
correm um maior risco de ter a doença;
6 - Exposição a agentes cancerígenos.
Trabalhar longos anos com plásticos e enlatados, por exemplo, é um fator de
risco;
7 - Alimentação. As dietas ricas em
gorduras más e altamente inflamatórias são as que mais podem desencadear o
aparecimento da doença;
8 - Consumo de álcool. Duas a cinco
bebidas alcoólicas por dia aumenta o risco de ter a doença;
9 - Obesidade. O excesso de peso pode
aumentar em mais de 40% o risco de ter cancro da mama.
10 - Sedentarismo. A falta de exercício
interfere com a insulina e, por isso, aumenta o risco de cancro.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Museu de Matosinhos acolhe retrospetiva do pintor João Martins da Costa
O Museu Quinta de Santiago,
em Matosinhos, acolhe a partir de sábado obras do pintor João Martins da Costa,
incluindo aquela em que o artista, ainda estudante, registou o naufrágio de
quatro traineiras junto à barra de Leixões.
'Mar Sagrado -- Tragédia marítima de 2 de dezembro de
1947' foi o nome atribuído à tela onde Martins da Costa registou a memória
daquele dia em que 152 pescadores perderam a vida, à vista dos que estavam em
terra, lembra hoje a Câmara de Matosinhos em comunicado.
De acordo com a autarquia, está é uma das cerca de 40
obras que compõem a exposição 'Martins da Costa... daquilo que fica', que
abrange cerca de cinco décadas da produção do artista e é inaugurada no sábado,
às 17:00, no Museu Quinta de Santiago, onde fica até 28 de janeiro.
"Com vocação retrospectiva, a exposição abarca a
década de 1940 e o final do século XX" e "reúne obras dos acervos do
Museu Nacional de Soares dos Reis, do Museu da Faculdade de Belas Artes do
Porto, do Museu Municipal de Coimbra, da Câmara Municipal de Matosinhos e de
alguns colecionadores particulares".
A exposição inclui trabalhos de pintura e desenho,
nomeadamente "paisagens, auto-retratos, naturezas mortas e episódios
bíblicos".
"Um dos acontecimentos mais trágicos no ano de 1947
ocorreu na praia de Matosinhos. Quatro traineiras naufragaram quando se
aproximavam da barra de Leixões e, à vista de todos os que desesperavam em
terra, afundaram-se nas vagas e arrastaram consigo a vida de 152
pescadores", começa por recordar a autarquia numa nota de imprensa.
A câmara acrescenta que "a memória daquele dia
aziago de dezembro de há 70 anos ficou registada em fotografias e também na
arte", já que "João Martins da Costa, então um estudante do último
ano do curso superior de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto, fixou-o na
tela que apresentou na tese final de mestrado e que havia de ficar intimamente
ligada à memória e ao património artístico de Matosinhos".
Nascido em Coimbra em 1921, João Martins da Costa viveu
alguns anos em Matosinhos e conquistou distinções como o Prémio António
Carneiro (1948) e o Prémio Henrique Pousão (1950).
Bolseiro do Governo Italiano e do Instituto de Alta
Cultura, estudou nas escolas de Belas Artes de Roma, Florença e Ravena,
"onde aperfeiçoou a técnica de pintura mural que lhe permitiu deixar
trabalho em vários edifícios emblemáticos, como o Palácio da Justiça do Porto,
a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, o Café Embaixador e a Embaixada
de Portugal em Roma", descreve a Câmara de Matosinhos.
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