Olhar para a lista de ingredientes é a melhor forma de
evitar a ingestão de químicos e aditivos prejudiciais à saúde. POR Daniela
Costa Teixeira Daniela Costa Teixeira
A leitura atenta do rótulo de um alimento pode ser uma
tarefa complicada e até mesmo dececionante.
A lista surge com os ingredientes por ordem decrescente de quantidade,
mas alguns dos produtos à venda têm listas quase infinitas e com nomes muitas
vezes pouco ou nada pronunciáveis.
Conhecer o significado desses nomes e rótulos é fundamental
para evitar a ingestão de químicos e aditivos prejudiciais à saúde, componentes
que marcam presença em grande escala num sem número de alimentos consumidos
diariamente e que podem mesmo ser protagonistas da alimentação dos mais novos.
Estes componentes podem ainda estar presentes em cosméticos
e produtos de limpeza. O risco que portam para a saúde é real, embora tudo
dependa dos níveis de utilização e da quantidade presente no produto. Além
disso, alguns componentes foram já banidos em determinados países ou sofreram
regras de uso bastante restritas.
De qualquer modo, nunca é demais saber o que é importante
evitar. Segundo o site «Eat This, Not That!», são dez os ingredientes mais
prejudiciais, não só por contribuírem ativamente para o ganho de peso, como
também por serem um verdadeiro ‘veneno’ para a saúde.
Dióxido de titânio – Este pó branco usado para o tratamento
de água não potável e presente num grande leque de recipientes plásticos e
produtos comuns do dia a dia pode ser ainda encontrado em alimentos como o
leite, o queijo, o iogurte grego e a maionese e ainda em produtos de proteção e
higiene pessoal como o protetor solar e a pasta de dentes. Mesmo existindo
regras de limitação no seu uso, por estar amplamente presente, o risco de
contaminação é grande, além disso, este óxido metálico foi considerado pela
Agência Internacional Para a Pesquisa do Cancro como um potencial cancerígeno.
Nitrito de sódio e nitrato de sódio – Estes componentes têm
como principais funções a preservação dos alimentos e dar aos mesmos um tom cor
de rosa, sendo comummente usado na charcutaria. Embora a ligação ainda não seja
clara, a ciência desconfia que estes componentes entrem em choque com o amido e
que tal potencie o risco de cancro.
Corante de caramelo – Presente numa boa parte dos refrigerantes
e doces, este corante artificial está associado ao aparecimento de cancro em
animais, tendo ainda um potencial cancerígeno em humanos, como diz a Agência
Internacional Para a Pesquisa do Cancro, citada pela publicação. O seu uso é
também controlado e muitas vezes substituído por versões mais naturais.
Corante amarelo – O código E102 é um dos que deve evitar ao
máximo. Trata-se da tartazina, um pigmento sintético associado a um maior risco
de défice de atenção em crianças. Este componente (presente no queijo,
bolachas, batatas fritas de pacote e sumos com gás) foi já banido em alguns
países e na União Europeia o seu uso deve ser mencionado no rótulo da
embalagem, onde consta ainda o risco para a saúde infantil.
Óleo vegetal bromado – Proibido na Europa, este químico está
associado a problemas neurológicos, infertilidade, perturbações da hormona da
tiroide e puberdade precoce. A Coca-Cola, por exemplo, já baniu este componente
dos seus refrigerantes.
BHA e BHT (Hidroxianisol butilado e Hidroxitolueno) – Estes
dois químicos atuam como conservantes e estão presentes em cereais de
pequeno-almoço, óleos vegetais, batatas fritas, pastilhas elásticas e ainda em
cosméticos como o batom. Diz a publicação que o seu consumo está associado a
problemas no sistema neurológico e ao aparecimento de cancro.
Óleo vegetal parcialmente hidrogenado – Este é, possivelmente,
o tipo de gordura mais comum nos produtos processados (a gordura trans presente
em bolachas, batatas fritas, pães industrializados, refeições pré-confecionadas
ou refirgeradas, etc.) e um dos que mais danos causa à saúde, estando
fortemente associado ao ganho de peso, às doenças cardiovasculares, diabetes
tipo 2.
Gorduras interesterificadas – Ou seja, óleos que foram
modificados quimicamente e que atuam de forma negativa no organismo, impulsionando
o aumento do colesterol e danificando as artrites. A saúde do coração fica
também em causa. Este componente encontra-se em margarinas, refeições
congeladas e sopas já feitas e industrializadas.
Fosfato de sódio – Também para aumentar a validade dos
alimentos, este químico está presente nos produtos de charcutaria ou panados
industrializados e o seu consumo tem um impacto direto no sangue, aumentando o
risco de doenças de coração, diz o site.