O Museu Nacional da Música, atualmente em Lisboa, terá a
exposição permanente no Palácio Nacional de Mafra, estando ainda por definir um
pólo dedicado à etnomusicologia, disse hoje o ministro da Cultura no
parlamento. Luís Filipe Castro Mendes revelou que, até ao final do ano, o Museu
Nacional da Música será inaugurado no Palácio Nacional de Mafra. "O
projeto é para levar para a frente".
O Museu Nacional da Música encontra-se instalado num espaço
provisório desde 1994, disponibilizado pelo Metropolitano de Lisboa, na estação
do Alto dos Moinhos.
Em Mafra, "não será um pólo barroco". "O
Museu da Música terá em Mafra a exposição permanente. Não fazia sentido
distinguir o polo barroco com o romântico. O que irá para outro polo é o
Arquivo Nacional Sonoro e algumas, nomeadamente o que respeita à
etnomusicologia e à música popular portuguesa, irá para um pólo, que não está
definido", disse.
No ano passado, o ministro da Cultura tinha anunciado que o
museu seria dividido em dois locais Lisboa e Mafra -, indo ao encontro da
"política de desconcentração dos museus e monumentos".
Para Mafra, pretendia transferir o espólio do museu entre os
séculos XVI e XVIII, incluindo o do barroco sacro e profano, e criar uma ala
dedicada às charamelas reais e bandas filarmónicas e militares.
"Certamente que o polo de Mafra estará aberto antes do
final de 2018, uma vez que nessa altura teremos de desocupar as atuais
instalações do Museu da Música, na estação do Metro do Alto dos Moinhos",
justificou na altura.
Na capital chegou a ser anunciada a transferência para o
Palácio Foz -- ficaria o espólio associado à música palaciana dos séculos XVIII
e XIX, bem como a documentação relativa às escolas, músicos e tertúlias dos
séculos XX e XXI e o arquivo sonoro nacional.
O Museu da Música detém "uma das mais ricas coleções da
Europa", de acordo com a sua apresentação, contando com cerca de 1.400
instrumentos, entre os quais o cravo de Joaquim José Antunes (1758), o cravo de
Pascal Taskin (1782), o piano Boisselot, que o compositor e pianista Franz
Liszt trouxe a Lisboa, em 1845, e o violoncelo de Antonio Stradivari, que
pertenceu ao rei D. Luís.
Espólios documentais, acervos fonográficos e iconográficos,
como os de Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, fazem igualmente parte do
Museu da Música.

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