quinta-feira, 9 de março de 2017

Tesla quer abastecer uma ilha inteira com energia solar



A empresa de Elon Musk quer construir uma quinta solar na ilha Kauai com 54,978 painéis. Além de pretender liderar ao afastamento da indústria automóvel dos combustíveis fósseis para energia elétrica, a Tesla tem maiores ambições no que diz respeito a um consumo de energia sustentável.

Conta o The Verge que a Tesla está de olhos postos na ilha de Kauai, no Havai, para instalar uma quinta solar capaz de abastecer toda a ilha com energia solar e ajudar a reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

Em conjunto com a empresa de energia Kauai Island Utility Cooperative, a Tesla apresentou um projeto para instalação de uma quinta com 54,978 painéis solares, um projeto capaz de reduzir o consumo de combustível fóssil em mais de seis milhões de litros por ano. O projeto surge como uma solução viável não só para Kauai como também para outras ilhas do Pacífico, que não têm acesso a gasodutos ou outras formas de abastecimento de combustível fóssil.

Até aqui, a ilha de Kauai consumia combustíveis fósseis durante a noite, quando não é possível recolher energia solar. Com a ajuda da Tesla, a ilha conseguirá armazenar energia durante o dia para ser possível consumi-la durante a noite.

Este é o primeiro grande projeto da Tesla na área da energia solar desde que a empresa removeu o ‘Motors’ do seu nome e desde a aquisição da SolarCity no ano passado por 2,6 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros),

quarta-feira, 8 de março de 2017

Primeiro implante de coração artificial em Portugal

Operação foi feita no Hospital de Santa Marta pela equipa do cirurgião José Fragata, pioneiro em várias intervenções na área cardiotoráxica
A cirurgia foi realizada ontem, num homem de 64 anos que sofre de doença renal grave, o que impedia um transplante com coração de dador. O doente recebeu uma máquina que fica alojada no tórax e tem apenas uma ligação com o exterior, explicou hoje o médico José Fragata, responsável da cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta.
O cardiologista explicou que na transplantação são usados fármacos para manter a imunidade do doente controlada, para não haver rejeição do órgão, e que estes fármacos fazem mal aos rins, razão pela qual, como o doente já tinha um problema renal, se optou por um implante.
A operação durou três horas e foi feita em colaboração com um hospital de Leipzig, na Alemanha. Segundo José Fragata, já foram feitos cerca de vinte implantes em Espanha, mas em Portugal nunca se tinha feito nenhum. "Ficamos muito contentes com as primeiras vezes, mas o objetivo é continuar", disse o cardiologista, acrescentando que há em Portugal 20 a 30 pessoas à espera de transplante de coração e que, destas, seis podem ser candidatas a esta operação.
Este doente, que está consciente e que hoje já recebeu visitas, juntou-se assim aos 1200 que em todo o mundo receberam um coração artificial desta geração e que chegam a viver 11 a 12 anos.
Trata-se de "uma bomba muito diferenciada, que funciona por levitação magnética, aspira o sangue da ponta esquerda do coração e injeta na aorta e que está ligada por uma 'drive line' que sai pela parede abdominal do doente e que se liga a um conjunto de baterias", explicou José Fragata. Segundo o cirurgião, "é como um telemóvel que tem carga de 17 horas e que à noite é preciso ligar a um carregador".

segunda-feira, 6 de março de 2017

Como saber se alguém urinou na piscina




Quanto mais doce estiver a água… maior é a quantidade de urina presente. Uma das maiores preocupações de quem frequenta piscinas é a possibilidade de alguém ter urinado dentro de água. A ideia é repugnante, mas quase inevitável, devido à quantidade de pessoas que, por exemplo, frequentam uma piscina pública no verão.
Contrariando a ideia de que o segredo está na cor, um grupo de cientistas do Canadá conseguiu provar que a melhor forma de saber se alguém urinou ou não na água é através da medicação da doçura na mesma.
Conta o site LiveScience que os investigadores da Universidade de Alberta focaram-se num adoçante artificial muito próprio: o aspartame.
De nome científico Acesulfame potassium, este adoçante está presente em alguns alimentos processados e não é digerido pelo organismo humano, sendo libertado através da urina.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Gala de fado em Paris



A associação dos doentes com miofascite macrofágica vai organizar, no domingo em Paris, uma gala de fado para angariar fundos para um trabalho de investigação que defende o abandono de adjuvantes de alumínio nas vacinas. "Temos um projeto de investigação clínica muito importante e precisamos de dinheiro para revertermos à unidade de investigação do hospital. Este trabalho é para provar a toxicidade do alumínio. Queremos uma vacinação segura", disse à Lusa a vice-presidente da associação Suzette Fernandes.
O trabalho de investigação sobre a miofascite macrofágica e os efeitos do alumínio nas vacinas está a ser feito por uma equipa do Instituto  Nacional de la Santé et de la Recherche Médicale (INSERM) no Hospital Henri Mondor de Créteil, nos arredores de Paris, em parceria com a região Île-de-France.
O espectáculo vai realizar-se na sala de espetáculos Jean Dame, a partir das 15:30 locais (14:30 em Lisboa) e vai contar com os artistas residentes em França como Joaquim Campos, Mónica Cunha, Jenyfer Raínho, Victor do Carmo, Dan Inger dos Santos, Manuel Miranda, Casimiro Silva e Tony Correia.
A associação E.3M., criada em 2001, no hospital Henri Mondor de Créteil, defende o abandono de vacinas com alumínio em França, tendo começado com cerca de 40 membros e tendo atualmente "cerca de 350", nomeadamente Suzette Fernandes que, em 1999, foi diagnosticada com miofascite macrofágica, uma doença muscular rara, associada ao hidróxido de alumínio utilizado como adjuvante em certas vacinas.
Em 2012, Suzette e vários membros da E.3M. fizeram uma greve de fome na praça da Bolsa, no centro de Paris, tendo conseguido um financiamento de 150 mil euros para a investigação sobre a toxicidade deste substância.
Suzette Fernandes quer criar uma associação para ajudar os doentes de miofascite macrofágica em Portugal, mas alega que "as dificuldades jurídicas" têm travado o processo, ainda que não tenha desistido do projeto. "Não tenho ajudas de ninguém. Em Portugal, não é como aqui para criar uma associação. É muito complicado, mas ainda não desisti", afirmou.
A miofascite macrofágica, que é rara, caracteriza-se por cansaço crónico, dores musculares e articulares e dificuldades neurocognitivas, afetando sobretudo a memória e a audição.