quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ARCOmadrid abre hoje com 15 galerias de Portugal e 15 do Brasil



A Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid, que tem o futuro como tema, este ano, começa hoje e continua até domingo, com a participação de 15 galerias de Portugal e outras 15 do Brasil. O certame, organizado pela Feira de Madrid (IFEMA), irá receber um total de 208 galerias de 29 países, com artistas de todo o mundo.
De acordo com o diretor da feira, Carlos Urroz, a maioria das galerias portuguesas está incluída no programa geral: 3+1 Arte Contemporânea, Vera Cortês, Baginski Galeria/Projectos, Caroline Pagés, Cristina Guerra Contemporary Art, Filomena Soares, Bruno Murias, e Pedro Cera, de Lisboa, e, do Porto, Pedro Oliveira, Nuno Centeno e Quadrado Azul, esta última também com sede na capital.
No programa Opening, comissariado por Stefanie Hessler e Ilaria Gianni, centrado em galerias com um máximo de sete anos, também contará com as galerias de Francisco Fino, Madragoa e Pedro Alfacinha, provenientes de Lisboa.
Por seu turno, em Diálogos, cuja seleção ficou a cargo de Maria de Corral, Lorena Martínez de Corral e Catalina Lozano, estará presente a galeria Graça Brandão, de Lisboa.
A esta presença das galerias portuguesas juntar-se-ão galerias de Madrid e de Roma que também têm sede em Lisboa, nomeadamente a Maisterravalbuena e a Monitor, segundo a organização. O Brasil irá aumentar a sua presença na ARCOmadrid, de 13 galerias, no ano passado, para 15 em 2018. A presença brasileira conta com a Gentil Carioca, Anita Schwartz Galeria de Arte, Athena Contemporânea, Baró Galeria, Casa Triângulo, Cavalo, DAN Galeria, Fortes D´Aloia & Gabriel, Jaqueline Martins, Luciana Brito Galeria, Luisa Strina, Marilia Razuk, Nara Roesler, Raquel Arnaud e Vemelho.
Nas mesmas datas irá decorrer a Art Madrid Feira de Arte Contemporânea, em 13.ª edição, com meia centena de galerias, entre as quais as portuguesas Arte Periférica e Nuno Sacramento, segundo o certame.
Esta mostra multidisciplinar irá decorrer na Galeria de Cristal de Centro Cibeles, com galerias espanholas e estrangeiras que apresentarão propostas artísticas do século XX até à atualidade.
Entre as galerias que participam também constam as portuguesas Art Lounge e Paulo Nunes Arte Contemporânea, de acordo com a informação disponível no sítio 'online' da Art Madrid.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Festival de Guitarra de Braga apresenta-se este ano numa "fase já madura"

O Festival de Guitarra de Braga apresenta-se em 2018 numa "fase já madura" e mantém a guitarra clássica como "elemento central" dos concertos, masterclasses, 'workshops' e atividades, apresentando como novidades a "memória digital" e um prémio do público. Em declarações à Lusa, Vítor Gandarela, diretor artístico do evento, que decorre entre 15 de fevereiro e 4 de março, realçou, da programação desta quinta edição, a realização, pelo segundo ano, do Concurso Internacional de Música de Câmara com Guitarra, salientando o "elevado nível" dos participantes e o espaço além-fronteiras que a competição conquistou.
"Temos a concurso 10 nacionalidades diferentes. Isso é muito significativo. Mais ainda é de realçar a elevada qualidade dos participantes. Este ano vêm à final oito grupos selecionados por vídeo, é um nível de qualidade brutal", referiu o responsável.
Para Vítor Gandarela, a edição de 2018 do Festival de Guitarra de Braga marca um crescimento no evento: "Entrámos numa fase já madura - já são cinco anos -, consolidada, com público já conquistado. Já é quase seguro dizer que esperamos lotações esgotadas".
Mantendo a guitarra clássica como "elemento central" de toda a programação, incluindo dos seis concertos, o evento apresenta este ano, como novidades, um prémio atribuído pelo público e uma página web.
"Este ano o festival ganha memória digital. Foi criada uma página web sobre o festival, com toda a programação, história. E na página está a outra novidade, a possibilidade de o público atribuir um prémio aos finalistas do concurso internacional através de uma votação 'on-line'", revelou Vítor Gandarela.
O objetivo daquele galardão, explicou, "é envolver mais o público no festival, fazer o público participar e, claro, é mais um incentivo aos músicos a participarem, mesmo que o prémio [300 euros] não seja muito".

Outra particularidade destacada por Gandarela é o facto de os concertos que integram o cartaz do festival terem lugar em vários locais da cidade de Braga.
"Um dos objetivos desde o início era tornar este festival num acontecimento de cidade, daí haver concertos em vários sítios", explicou.
O V Festival de Guitarra de Braga abre no dia 15 com Fabio Zanon, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, seguindo-se, no dia 16, Gary Ryan.
No dia 23 o festival passa para o Museu dos Biscainhos, com Música Portuguesa a subir ao palco, e no dia 24, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, apresenta-se o Duo Baumbach.

Enrike Solins & David - Mayoral apresentam-se a 3 de março, na Igreja da Misericórdia, e o Festival de Guitarra de Braga encerra a 4 de março com o Duo Kontaxakis - Ivanovich, no Auditório José Sarmento.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Morreu Natália Nunes, autora do romance 'Assembleia de Mulheres'





A escritora Natália Nunes, autora dos romances 'Regresso ao Caos' e 'Assembleia de Mulheres', morreu hoje, na Ericeira, aos 96 anos, disse sua filha à agência Lusa. Nascida em Lisboa, a 18 de novembro de 1921, destacou-se nas letras, através de romances como 'Autobiografia de Uma Mulher Romântica' e 'Vénus turbulenta', mas também como dramaturga e ensaísta, e construiu uma das mais vastas obras, como contista, na literatura portuguesa, com títulos como 'Ao Menos um Hipopótamo', 'As Velhas Senhoras', 'Louca por Sapatos'.
Resistente antifascista, durante os anos de ditadura, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Escritores, encerrada pela PIDE, polícia política do regime, em 1965, era "considerada unanimemente uma das jovens mais bonitas da capital", como a definiu o seu marido, o escritor e pedagogo Rómulo de Carvalho (1906-1997), conhecido poeta António Gedeão.
Natália Nunes estreou-se na literatura em 1952, com 'Horas vivas: Memórias da Minha Infância', a que se sucedeu 'Autobiografia de uma Mulher Romântica' (1955). Vivia então em Coimbra, onde fez o curso de Bibliotecária-Arquivista (1956), depois da licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas (1948), na Universidade de Lisboa.
No primeiro livro, 'Horas Vivas', a escritora "reflete o ambiente quase medieval, dessa altura, na Beira Alta, onde fez a maior parte da instrução primária", destaca a Plataforma Escritores Online, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa.
A partir de então, a escrita esteve sempre presente na sua vida, a par do trabalho nas Bibliotecas da Ajuda e Nacional, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e na Escola Superior de Belas-Artes, como bibliotecária e conservadora.
Da sua obra destacam-se 'A Mosca Verde e Outros Contos' (1957), 'Regresso ao Caos' (1960), 'Assembleia de Mulheres' (1964), 'O Caso de Zulmira L.' (1967), 'A Nuvem. Estória de Amor' (1970), 'Da Natureza das Coisas' (1985), 'As Velhas Senhoras e Outros Contos' (1992), 'Louca por Sapato' (1996). 'Vénus Turbulenta', o seu último romance, data de 1997.
Em memórias, além do livro inicial, contam-se 'Uma portuguesa em Paris' (1956) e 'Memórias da Escola Antiga' (1981). É autora da peça de teatro 'Cabeça de Abóbora' (1970).
A obra de ficção disponível da escritora está publicada na editora Relógio d'Água.
Publicou 'A Ressurreição das Florestas, Estudos sobre a obra de ficção de Carlos Oliveira', pela Imprensa Nacional Casa da Moeda.
No ensaio, Natália Nunes escreveu ainda sobre Dostoievski, Raul Brandão, Augusto Abelaira, José Cardoso Pires, entre outros autores, sobretudo para as revistas Vértice e Seara Nova.
Traduziu Dostoievsky, Tolstoi, Simonov, Elsa Triolet, Violette Leduc, Balzac e Roger Portal, para editoras como a Portugália, Edições Cosmos e Edições Aguilar, do Rio de Janeiro.

O Dicionário de Literatura Portuguesa, coordenado por Álvaro Manuel Machado destaca, em Natália Nunes, o "sentido do intimismo e do confessional, do mistério e da solidão, herdado em grande parte da geração presencista", a que juntou a "temática feminina e de intervenção social", próxima do neorrealismo.

A pedido do marido, completou as 'Memórias' do escritor, incluindo a data da sua morte, em fevereiro de 1997. "Não te digo adeus, a minha alma estará sempre contigo", escreveu, no termo da obra.

Natália Nunes era mãe da escritora Cristina Carvalho, autora de 'O Olhar e a Alma', prémio Autores 2016.

Numa entrevista à Página da Educação, Natália Nunes confessou: "Nós temos projetos que nunca se realizam, porque vêm outros que nos exigem mais ou porque a vida não deixa. A vida não nos deixa fazer muitas coisas".

O corpo da escritora vai estar hoje, a partir das 16h00, na capela mortuária da Igreja de Santo Condestável, em Lisboa.

O funeral realiza-se na quarta-feira, a partir das 16h00, para o Cemitério dos Olivais, onde será cremada.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Televisões da Samsung são vulneráveis a hackers



O Consumer Reports apontou ainda falhas de segurança às box de televisão Roku. Uma investigação levada a cabo pelo Consumer Reports aponta falhas de segurança às televisões inteligentes da Samsung e às boxes da Roku, indicando que podem ser facilmente invadidas por hackers.
Uma vez feita a invasão remotamente, os hackers podem alterar os canais e volume, instalar aplicações e até reproduzir conteúdo inapropriado através de ditas aplicações. Felizmente parece que as falhas de segurança não permitem aos hackers roubar informações pessoais.
“As televisões inteligentes da Samsung tentam assegurar que apenas aplicações autorizadas podem controlar a televisão. Infelizmente, o mecanismo que usam para garantir que as aplicações foram previamente autorizadas é defeituoso. É como se uma porta que abrisses nunca mais se fechasse”, escreve um engenheiro da Disconnect, Eason Goodale.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Coreógrafa Mathilde Monnier & Alan Pauls apresentam 'El Baile'



O espetáculo de dança 'El Baile', de Mathilde Monnier & Alan Pauls, onde coexistem os vários períodos da História da Argentina e múltiplas músicas, vai ser apresentado a 17 e 18 de fevereiro na Culturgest, em Lisboa. De acordo com a organização, o espetáculo vai ser apresentado no grande auditório, às 21:30, no dia 17 de fevereiro, sábado, e às 17:00, a 18 de fevereiro, domingo.
Com coreografia de Mathilde Monnier e conceito da criadora, em conjunto com Alan Pauls, este espetáculo estreou-se no dia 20 de janeiro, no Teatro Municipal Rivoli, no Porto.
"Na Argentina de 'El Baile' passa-se tudo ao mesmo tempo durante todo o tempo. É tudo contemporâneo de tudo. Por isso coexistem músicas clássicas e sons atuais, últimos gritos pop e cantos marciais, canais de rádio e canções infantis, canções pimba e a poesia das zambas", descreve o texto da Culturgest, citando os autores, sobre a coreografia.
A História do país está presente, "mas da forma em que a podemos ver e sentir todos os dias nas ruas argentinas; em ruínas, como uma paisagem composta de todos os destroços que ficaram depois de a História ter explodido".
A obra remete para peças que abordam a mesma temática, como 'Le Bal', de Jean-Claude Penchenat, criada em 1981 com a companhia Théâtre du Campagnol, que esteve em digressão na Europa durante anos.
Também o cineasta Ettore Scola realizou um filme baseado neste projeto, com a mesma companhia de teatro, "O Baile", em 1983.
Os autores comentam ainda, no texto, o que a Argentina passou, num curto período, "por coisas por que outros países não passam nem num século: levantamentos militares, híper inflação, pilhagens, mudança abrupta de governos, crises terminais, ressurreições".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Douro Rock anuncia Xutos & Pontapés como primeiro nome

 O festival Douro Rock anunciou hoje Xutos & Pontapés como o primeiro nome da edição deste ano, que se vai realizar no Peso da Régua entre 10 e 11 de agosto.
"O Douro Rock regressa ao Peso da Régua dias 10 e 11 de Agosto para a sua terceira edição. Os Xutos & Pontapés são os primeiros a serem confirmados num festival que privilegia a melhor música portuguesa.
O convite, dirigido no final da última edição, é assim concretizado após os Xutos & Pontapés terem anunciado a continuidade da banda", pode ler-se no comunicado da organização do festival.
O Douro Rock recorda que os Xutos & Pontapés anunciaram, em meados de janeiro, que a banda iria continuar, depois da morte do guitarrista Zé Pedro, tendo "entre mãos as músicas novas, muitas delas com a guitarra do Zé já gravada".
"Temos alguns convites para atuações especiais de homenagem ao Zé Pedro. Temos vários pedidos para concertos que vamos aceitar", acrescentava o grupo no Facebook.
O Douro Rock regressa assim "com a mesma premissa: um festival 100% português onde as novas gerações da música se cruzam com nomes mais consagrados".
"Tendo uma das paisagens mais bonitas do mundo como cenário, o Douro Rock instala-se junto às piscinas da Régua proporcionando uma experiência plena. Mais do que um festival de música, o Douro Rock promove o que de melhor esta região demarcada tem para oferecer. Património da Humanidade pela UNESCO, o Douro apresenta-se como uma alternativa no concorrido calendários de festivais em Portugal e convida o público a conhecer a região ao som da melhor música nacional", realça a organização.

Os bilhetes estão já à venda e custam 15 euros para os dois dias.