O estatuto de herói nacional tem dado algumas insónias ao marcador do golo que valeu o título europeu a Portugal. Éder confessou que "ainda dormiu pouco" e, quando dormir, espera "continuar a sonhar". Ou melhor, "recordar" o sonho que está a viver. Esta quarta-feira, no Chiado (Lisboa), o camisola 9 da seleção foi recebido por centenas de pessoas.
Ele, com olhar enternecido, agradeceu com as mesmas palavras
que usou após o jogo com a França. "Este golo foi para vocês, para todos
os portugueses. Obrigado pelo apoio", gritou ao microfone no alto da
varanda da loja da Nike, a marca que o veste.
Falou de seguida com alguns adeptos e distribuiu autógrafos
de forma mais ou menos espontânea. Afinal os pedidos eram mais do que muitos e
o jogador ainda tinha de falar aos jornalistas - já depois de dar três
entrevistas -, para mais uma vez revelar o que lhe ia na alma, 72 horas depois
do golo marcado na final do Euro2016.
E, para começar, contou que o abordam e lhe dizem que
"o golo irá sempre ficar na memória" dos portugueses. E ele responde:
"É um golo muito importante, fenomenal e penso que eu e os meus colegas
vamos ser eternos, foi uma conquista enorme e gratificante que já esperávamos
há muito tempo."
Depois, confessou-se pouco incomodado com quem o criticou.
Mas claro que nem todas as críticas foram iguais e "algumas
magoaram", mas Éder preferiu abstrair-se e viver "numa bolha"
durante o Euro. Agora, alguns dos que o criticaram pedem-lhe desculpa no site
criado para o efeito -Desculpaeder.com -, que ontem já tinha mais de 23 mil
pedidos de desculpa.
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