Autor de atentado que matou 22 pessoas e feriu 59 é de
origem líbia e nasceu na cidade, cuja população é hoje mais de 15% muçulmana.
Theresa May anunciou ontem à noite que o estado de alerta passava para o nível
máximo.
"Foi preciso retirar fragmentos de pregos e pedaços de
vidro dos rostos e dos braços" dos menores atingidos pelo ataque suicida
na Arena de Manchester, que causou na noite de segunda para terça-feira 22
mortos, entre os quais uma menina de 8 anos, e 59 feridos
O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) e é o
mais grave sucedido no Reino Unido desde os ataques de 7 de julho de 2005, em
Londres, que causaram 52 mortos, além dos quatro atacantes. Ontem à noite a
primeira-ministra, Theresa May, elevou o estado de alerta para o seu nível
máximo, o que permitirá colocar cinco mil militares nas ruas em missões de
patrulha sob comando policial.
Uma reportagem publicada então no diário The Guardian
revelava que os frequentadores de duas mesquitas a que fora associado o nome de
Masood temiam retaliações pelo ataque em Westminster. "Isso sucede sempre
quando se passa algo [como um atentado]. É a realidade com que temos de
viver", dizia um dos entrevistados pelo diário britânico.
Manchester tem um historial de situações ligadas a grupos
islamitas, além de Birmingham, Leeds, Bradford e Londres, referia ontem um
analista de segurança citado no The Australian. Uma das zonas da cidade, Moss
Side, tornou-se conhecida como área de recrutamento de voluntários para a Síria
e o Iraque.

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