quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ataque em Manchester



Autor de atentado que matou 22 pessoas e feriu 59 é de origem líbia e nasceu na cidade, cuja população é hoje mais de 15% muçulmana. Theresa May anunciou ontem à noite que o estado de alerta passava para o nível máximo.
"Foi preciso retirar fragmentos de pregos e pedaços de vidro dos rostos e dos braços" dos menores atingidos pelo ataque suicida na Arena de Manchester, que causou na noite de segunda para terça-feira 22 mortos, entre os quais uma menina de 8 anos, e 59 feridos
O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) e é o mais grave sucedido no Reino Unido desde os ataques de 7 de julho de 2005, em Londres, que causaram 52 mortos, além dos quatro atacantes. Ontem à noite a primeira-ministra, Theresa May, elevou o estado de alerta para o seu nível máximo, o que permitirá colocar cinco mil militares nas ruas em missões de patrulha sob comando policial.
Uma reportagem publicada então no diário The Guardian revelava que os frequentadores de duas mesquitas a que fora associado o nome de Masood temiam retaliações pelo ataque em Westminster. "Isso sucede sempre quando se passa algo [como um atentado]. É a realidade com que temos de viver", dizia um dos entrevistados pelo diário britânico.
Manchester tem um historial de situações ligadas a grupos islamitas, além de Birmingham, Leeds, Bradford e Londres, referia ontem um analista de segurança citado no The Australian. Uma das zonas da cidade, Moss Side, tornou-se conhecida como área de recrutamento de voluntários para a Síria e o Iraque.

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