Em 2001, um estudo realizado em Coimbra indicava que uma
criança em 10 mil nascimentos era autista. Hoje, as estatísticas são um pouco
diferentes. Em mil crianças, uma nasce com autismo.
“Ninguém
sabe o que é realmente o autismo. Há uma definição científica que é consensual,
que é o facto de o autismo decorrer de uma perturbação no desenvolvimento do
sistema nervoso central. O que sabemos é que há um défice persistente na
comunicação e na relação e depois também há alterações comportamentais que têm
muito a ver com a rigidez de comportamentos. Acreditamos que já está
presente desde bebé, mas ainda não está manifesto. Portanto, alguém que consiga
diagnosticar uma criança com seis meses é charlatão”.
A explicação
é da Dra. Rita Serpa Soares, Diretora Pedagógica da APPDA – Associação
Portuguesa Para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, situada na Ajuda.
É no CAO – centro de atividades ocupacionais e localizado na APPDA – que
podemos encontrar uma sala dedicada apenas aos mais jovens ou outra que se
dedica a fazer peças de arte. “Não podemos dizer que o CAO funciona como uma
escola: eles são adultos e, portanto, toda a abordagem é de inclusão. A
ideia é funcionar tudo como um trampolim para a sociedade aberta”, elucida Rita.

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