segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ser autista



Em 2001, um estudo realizado em Coimbra indicava que uma criança em 10 mil nascimentos era autista. Hoje, as estatísticas são um pouco diferentes. Em mil crianças, uma nasce com autismo.
“Ninguém sabe o que é realmente o autismo. Há uma definição científica que é consensual, que é o facto de o autismo decorrer de uma perturbação no desenvolvimento do sistema nervoso central. O que sabemos é que há um défice persistente na comunicação e na relação e depois também há alterações comportamentais que têm muito a ver com a rigidez de comportamentos. Acreditamos que já está presente desde bebé, mas ainda não está manifesto. Portanto, alguém que consiga diagnosticar uma criança com seis meses é charlatão”.
A explicação é da Dra. Rita Serpa Soares, Diretora Pedagógica da APPDA – Associação Portuguesa Para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, situada na Ajuda. É no CAO – centro de atividades ocupacionais e localizado na APPDA – que podemos encontrar uma sala dedicada apenas aos mais jovens ou outra que se dedica a fazer peças de arte. “Não podemos dizer que o CAO funciona como uma escola: eles são adultos e, portanto, toda a abordagem é de inclusão. A ideia é funcionar tudo como um trampolim para a sociedade aberta”, elucida Rita.

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