quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A batota do doping

Atualmente muito se tem falado de doping a propósito das recentes declarações de Lance Amstrong. Por toda a polémica que o tema envolve fui levado a pesquisar e refletir sobre o mesmo. Sabe-se que a utilização de substâncias proibidas no desporto serve para tornar o atleta mais forte e/ou mais rápido, sendo considerado uma espécie de rasteira ou batota, pois confere vantagens competitivas desleais em relação aos atletas que não as utilizam. Curiosamente fiquei a saber que o uso de determinadas substâncias consideradas dopantes é autorizado no caso de alguns atletas portadores de determinadas deficiências ou incapacidades e terminantemente proibido para todos os outros atletas. É claro que um campeão pode ter suas habilidades postas em dúvida, afinal, até que ponto sua vitória se deve principalmente a méritos próprios ou a benéficos proporcionados por uma substância proibida? Não podemos negar as evidências de que o uso de algumas substâncias proibidas corresponda a melhoras significativas no desempenho físico. Mas será possível creditar somente a elas os resultados de toda uma vida de sacrifícios e trabalho duro? O problema, nesse sentido, não se concentra no uso ou não de drogas, mas na interminável busca de superação, isto é, na constante tentativa de elevação do humano ao super-humano.

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