A pobreza está a aumentar em Portugal e a um ritmo sem precedentes.
Quase mais 24 mil pessoas recebiam, em Junho, ajuda da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares contra a Fome.
E cerca de metade dos pobres vive com menos de 250 euros por mês.
O país vai ter de apertar ainda mais o cinto, com medidas de austeridade que contemplam, por exemplo, o aumento do IVA e cortes nos salários.
As despesas com alimentação (72%) e casa (69%) são as que mais dinheiros roubam às carteiras das famílias. E muitas delas acabaram mesmo por terem de pedir crédito para fazer face às necessidades e a maioria depois não consegue pagar esses mesmos créditos.
MEDIDAS DE AUSTERIDADE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- Subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores das administrações e empresas públicas e dos pensionistas sofrem corte gradual entre os 600 e os 1.100 euros e corte total acima dos 1.100 euros;
SUBSÍDIO DE DESEMPREGO
- Redução da duração máxima do subsídio de desemprego de três anos para 18 meses, mas alguns desempregados poderão ver o período de atribuição de subsídio chegar aos 20 meses, desde que tenham um mínimo de cinco anos de descontos;
- Redução de pelo menos 10 por cento do montante das prestações;
- Redução do período contributivo necessário para aceder ao subsídio de desemprego, de 15 para 12 meses;
SAÚDE
- Taxas moderadoras irão ser aumentadas;
EDUCAÇÃO
- Será feita uma redução drástica das verbas disponíveis para a Educação, o sector onde estão empregados mais funcionários públicos.
- A revisão curricular poderá ditar a dispensa de professores
IMPOSTOS
IRS
- Escalões não são atualizados, ou seja, quem tiver aumentos salariais arrisca subir de escalão e pagar mais imposto;
ELETRICIDADE
- Para além do aumento antecipado para Outubro do IVA sobre a eletricidade e gás natural, de 6 para 23 por cento, a eletricidade passa a estar sujeita ao imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (o que se aplica à gasolina por exemplo). O aumento deve ser equivalente a 50 cêntimos numa fatura de eletricidade a rondar os 70 euros;
BEBIDAS
- O imposto sobre o álcool e bebidas alcoólicas sobe em média 2 por cento, mas as bebidas espirituosas sobem 4,6 por cento.
TABACO
- Carga fiscal sobre os cigarros agravada em cerca de 4,6 por cento.
AUTOMÓVEL
- Os veículos de passageiros vão pagar mais Imposto sobre Veículos. Os aumentos, já com o IVA, representam aumentos para quem comprar carro entre os 6 e os 9,3 por cento. Os carros antigos também sofrem um aumento do imposto.
- O Imposto Único de Circulação é também atualizado, o que resultará num aumento entre os 2,3 e os 7,5 por cento.
CONCLUSÃO
Esperemos que todas estas medidas surtam efeito para que o nosso país possa sair desta terrível situação em que se encontra e que para o próximo ano 2013 as perspetivas de desenvolvimento sejam mais otimistas. Há que continuar a ter esperança e não desistir.
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